sábado, 26 de junho de 2010

Os cinco estágios do luto

A morte sem sombra de dúvidas é a única certeza de nossas vidas. Todo mundo cresce ouvindo este ditado popular. Entretanto, mesmo sabendo desta árdua verdade poucas pessoas apresentam uma maturação emocional para vivenciá-la de forma harmoniosa. Por estes e outros motivos 0 processo de luto sempre esteve presente tanto no campo da Psiquiatria como no da Psicologia. Diante desta realidade em 1969 a Psiquiatra Elizabeth Kübler-Ross propõe uma descrição do processo de luto e perda categorizando-os em cinco estágios pelo qual as pessoas passam ao lidar com a morte e o morrer. O modelo foi apresentado por Kübler-Ross em seu livro "Sobre a morte e o morrer", publicado originalmente em 1969 (KÜBLER-ROSS, 1998). Os estágios são conhecidos hoje como "Os Cinco Estágios do Luto" (ou da Dor da Morte, ou da Perspectiva da Morte).
Os estágios são: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Nem todos os pacientes passam sequencialmente por todas estas fases.

(1) negação: o doente nega a doença, "amortecendo" o impacto do diagnóstico;
(2) revolta: quando não é mais possível negar, a negação é substituída por sentimentos de revolta e ressentimento;
(3) barganha: já que a revolta não resolve o problema, tenta-se obter a cura através de barganhas e promessas a Deus;
(4) depressão (interiorização): surgem lamentações, queixas, desinteresse e a necessidade de ficar só;
(5) aceitação: não há mais depressão ou raiva, mas uma contemplação do fim próximo com um certo grau de tranqüila expectativa, e a compreensão de que a vida chegou ao fim.

Kübler-Ross originalmente aplicou estes estágios para qualquer forma de perda pessoal catastrófica, desde a morte de um ente querido e até o divórcio. Também alega que estes estágios nem sempre ocorrem nesta ordem, nem são todos experimentados por todos os pacientes, mas afirmou que uma pessoa sempre apresentará pelo menos dois.


Referência
KÜBLER-ROSS, E. Sobre a morte e o morrer. 8.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
OBS: Resolvi anexar o vídeo depois que assiti em um dos blog´s que sou seguidor ()

6 comentários:

Pâmi Garcia disse...

Olá Sérgio,
muito bom este artigo! Gostei, achei muito criativo unir o tema ao video da girafa, parabéns pelo blog!!
Linkei o seu artigo em meu blog, através de uma postagem que fiz sobre Superação da Separação.
Abraços!

http://twitter.com/virginiademoura disse...

Excelente, tudo o que pode enriquecer um tema tão dificil de ser abordado!

http://impactodapedagogiamoderna.blogspot.com/

Anônimo disse...

Goastei muito; acho que já passei pelos 2 primeiros estágios e to saindo da depressão depois de chorar litros e litros ( ainda escorrem algumas gotas...chorei junto com a girafa!!) terminei uma relação de 10 anos e que julgava perfeita e para sempre. Obrigada pelo blog. Abraços,
Cláudia

Anônimo disse...

Bem, não sei me sair tão bem com as palavras, na verdade nem minha cabeça, nem nada tem funcionado muito bem no meu corpo por conta da dor q tenho sentindo pelo termino do meu namoro. Queria muito um abrigo pra me refugiar, e então encontrei vocês. Obrigada!
J.Lopes.

Priscilla Leão disse...

Meus estágios estão todos misturados!!!!!!
Nego, me revolto, prometo o humanamente impossível a Deus, choro como uma criança e é nesse momento que aceito. Depois, começa tudo novamente.
Sei que o luto vem em seu próprio tempo pra todos; a sua própria maneira.
A pior parte é o que acontece comigo quando chego na aceitação: Quando acho que superei, começa tudo de novo e, sempre ele tira meu fôlego!!!
Não existe um manual de como me comportar quando o assunto é o luto. Tento desviar a atenção, penso em outras pessoas, como elas conseguem superar mas, isso realmente não ajuda porque, comparar a minha dor com a dor do outro não faz com que você eu sinta menos; faz com que eu enxergue apenas que, não sou a única.

Anônimo disse...

Passei por todos estes estagios em 2006 quando descobri a doença de crohn. Foi muito intenso e até hoje trago os momentos e ensinamentos obtidos neste processo. Mas graças a ele hoje sou uma nova pessoa com outras formas de ver e sentir os problemas cotidianos. A proposito a doença é autoinune não tem cura mas está sob controle Graças a Deus! . Força a todos e nada acontece por acaso na vida tudo tem seu aprendizado basta estar atento a dicas que a vida lhe dá para ser um ser melhor fisica e espiritualmente.Um abraço, Leila.

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