quarta-feira, 17 de julho de 2013

Mais de 65.000 mil acessos...

Bom dia pessoal!

Hoje muito feliz! O meu blog Ponto de Equilíbrio comemora mais de 65.000 mil acessos. Ufa! Muito trabalho e dedicação para tentar levar informações, dicas e aconselhamentos para uma vida emocional e psíquica mais saudável.
Não poderia portanto, deixar de agradecer todo o carinho e apoio apresentados por todos.
Valeu!
Aproveito para divulgar o meu espaço no facebook. Acessem e curtem ao máximo.

Acesse: www.facebook.com/psicologosergiosiqueira

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Definitivamente pensamento leve faz a gente mudar!!!! Bora ser feliz?

domingo, 30 de junho de 2013

Pílulas anti estresse


Você sabia que o estresse é uma reação normal de nosso organismo? Isso mesmo. Não podemos viver sem nos estressar. Afinal, o termo estresse está relacionado a nossa capacidade de adaptação frente a situações novas e/ou inusitadas. O problema que nossa sociedade está exigindo de nós cada vez dedicação e exigência no que se refere a nossa capacidade laboral e consequentemente produtiva.  Temos que ser pais, mães, profissionais, filhos, esposos, esposas, namorados, namoradas e por aí vai.... A cada dia assumimos mais um função e aí é que os problemas começam a surgir.
Por este motivo resolvi criar esta tag “Pílula anti estresse”. Desejo informar através de orientações simples formas adequadas de começarmos a controlar nosso estresse para que ele não se transforme em algo patológico.
Portanto vamos começar.
1 - Evite o estresse desnecessário;
1.1- Aprenda a dizer “não” – Conheça os seus limites e tente cumpri-los. Seja na sua vida pessoal ou profissional, se recuse a aceitar responsabilidades adicionais antes de se comprometer com elas. Aceitar mais responsabilidades do que você consegue ou está preparado é uma receita infalível para o estresse;
1.2- Evite pessoas que lhe provoquem estresse incapacitante – se alguém consistentemente lhe irrita em sua vida e você não consegue evitar que isso aconteça, limite o tempo que passa com essa pessoa. Se isto não for possível, tente perceber se existem alternativas que o capacitem na determinação de uma solução intermédia.
1.3 - Tente ganhar controlo sobre o seu ambiente – Se as noticias dos jornais e TV o fazem ansioso, desligue a TV ou feche o jornal. O tráfico te deixa tenso, tente ir por um caminho com menos fluxo de veículos. Se ir às compras sozinho o estressa, arranje companhia. Tente sempre que possível descobrir uma alternativa que esteja sobre o seu controlo, que possa decidir por si e executar na hora.
1.4 - Evite tópicos “quentes” – se fica facilmente chateado com assuntos religiosos ou políticos, ou outro qualquer assunto que funcione como um gatilho para lhe disparar a resposta de stress, evite, risque esses assuntos da sua lista de prioridades. Aborde essas questões só em situações extremamente necessárias e preparado para tal. Se você repetidamente argumenta sobre os assuntos “incómodos” com as mesmas pessoas, pare de o fazer ou arranje uma boa desculpa e evite entrar na discussão.
Organize por prioridades a sua lista de coisas a fazer – analise o seu calendário, responsabilidades, e tarefas diárias. Se tem muitas coisas para realizar, distinga entre os “deveria” e os “tenho”. Tente perceber aquilo que realmente importa fazer e não aquilo que acha que deveria fazer. Tente hierarquizar em termos funcionais as sua prioridades. Por exemplo, pergunte-se: “de 0 a 10 qual o grau de importância que esta tarefa tem?”, “de 0 a 10 qual destas tarefas tem de estar pronta hoje?”. Coloque as tarefas que não são efetivamente necessárias no fim da sua lista ou elimine-as mesmo.

E você? Tem se sentido estressado? Compartilhe conosco sua experiência. 

Pensamento da Semana


segunda-feira, 24 de junho de 2013

É IMPORTANTE COLOCAR ALEGRIA NA SUA VIDA!

Existe uma enorme diferença entre prazer e alegria. Quando conseguimos fazer uma distinção clara, movimentamo-nos muito mais rapidamente para aquilo que pretendemos atingir na vida e com muito mais energia. Mihaly Csikszentmihalyi descreve muito bem esta diferença no seu livro, Flow – o estado psicológico que entramos quando a noção de tempo desaparece e nos sentimos completamente emersos naquilo que estamos a fazer. Csikszentmihalyi distingue aquilo que fazemos por prazer (sexo, comer, beber, descansar, etc.) daquilo que fazemos por alegria e gozo.
A Alegria e gozo, são mais profundos. A alegria e gozo, envolvem sempre o uso de uma habilidade ou capacidade, e igualmente a noção de desafio. Certamente o objetivo de subir ao Evereste, tem como fim último a alegria e contentamento retirada do fato de ter conseguido ultrapassar o desafio árduo, e assim ter como recompensa todas as sensações vividas. Desta forma, velejar, jardinar, pintar, jogar futebol, cozinhar, cantar, ou outra qualquer atividade, envolvem habilidades, como tal constituem um desafio que leva a alegria, contentamento e gozo. Retirar da vida o que ela tem de melhor, promover as forças e virtudes de cada indivíduo é uma perspectiva abraçada pela Psicologia. Esta é uma abordagem que expresso na grande maioria dos meus artigos, pois olho para a vida de uma forma projetiva, virada para o futuro e para os objetivos que as pessoas pretendem alcançar através daquilo que melhor nelas existe. A alegria, é algo inato a todos nós, vimos ao mundo com um código genético preparado para o sentimento de esplendor, o nosso corpo é um templo da felicidade, se assim olharmos para ele.

FATOR PROMOTOR
No entanto, para que o gozo na vida possa ser vivenciado é necessário dominar um conjunto de habilidades. O gozo emerge do mais íntimo da pessoa, está associado a algo que depende dela e da aprendizagem e aprimoramento que fez. Por outro lado, dedicar-me ao ócio, a ficar somente assistindo a filmes, ao sabor de uma bela refeição, de um cigarro, ou dos videogames não será necessário grande investimento psicológico ou habilidades para tirar prazer disso. As pessoas que estão conscientes disso, começam a retirar mais gozo e alegria das suas vidas. Elas conseguem alcançar o estado psicológico de preenchimento total, de felicidade e emersão na atividade, conhecido como, “Fluxo”. Melhorar as habilidades e propor-se a desafios para retirar alegria e gozo dessas mesmas habilidades é um fator promotor para ter uma vida muito mais agradável e realizada.
Não quero transmitir a ideia de que você não deverá dedicar-se às outras atividades naturalmente prazerosas. Este tipo de prazer é conhecido no mundo da psicologia como adaptação hedónico (adaptação natural a acontecimentos considerados positivos e prazerosos). Este tipo de prazer tem o seu lugar e é importante para o nosso bem-estar, deveremos usufruir dele. Entretanto se faz necessário perceber que este tipo de prazer que nos é natural, é regulado pela lei dos retornos decrescentes. Este tipo de felicidade raramente dura mais que um bom par de horas, atinge um pico e depois desce. Desta forma, deveremos tentar a coexistir com os dois tipos numa relação saudável e confortável.
Poderemos encaixar o estado psicológico de fluxo, no conceito de capital psicológico. Este conceito, transmite a ideia de que deveremos investir nas habilidades, competências, virtude e valores que possuímos e associar-lhes um conjunto de sensações de bem-estar e realização pessoal. Deveremos aumentar o nosso capital psicológico, com o objetivo de podermos retirar gozo e alegria desse investimento. Se eu não tiver nenhum tipo de capital financeiro, eu não poderei comprar nada, não poderei gastar nada. Para gastar é necessário, ganhar, para ganhar é necessário trabalhar. O mesmo se aplica ao capital psicológico e ao retorno desse investimento.

IMPORTANTE: Quanto mais investir, maior será a possibilidade de retorno. Aqui o retorno será em alegria, gozo, contentamento, gratificação e realização pessoal.

E VOCÊ, EM QUE ATIVIDADE SENTE O PULSAR DA VIDA?

Partilhe conosco algumas das atividades em que se sente emerso, alegre, realizado. Grande abraço. Participe e comente!

domingo, 23 de junho de 2013

Sexualidade e Transplante de Órgãos

A sexualidade é um aspecto central do ser humano ao longo da vida e abrange sexo, identidade de gênero e papéis, orientação sexual, erotismo, prazer, intimidade e reprodução. A sexualidade é vivida e expressada em pensamentos, fantasias, desejos, crenças, atitudes, valores, comportamentos, práticas, papéis e relacionamentos. Enquanto a sexualidade pode incluir todas as dimensões, nem todas elas são sempre vivenciadas e expressadas.
A sexualidade é influenciada pela interação de fatores biológicos, psicológicos, sociais, econômicos, políticos, culturais, éticos, legais, históricos, religiosos e espirituais.
Neste contexto, pacientes em programa de transplante de órgãos vivenciam uma doença crônica de caráter irreversível, que indubitavelmente altera sua qualidade de vida e consequentemente sua sexualidade. Assim, o funcionamento sexual é um dos primeiros aspectos da vida “normal” que é interrompido pelos sintomas físicos e emocionais acarretados pela doença.
A sexualidade no transplante não deve ser subestimada, uma vez influencia na qualidade de vida dos pacientes. Na literatura há poucos estudos que trabalham esta temática nos transplantes. Sem dúvida, ainda é um tabu conversar sobre este assunto com os pacientes, de modo que muitos profissionais da saúde não questionam seus candidatos e receptores de transplante sobre alterações relacionadas a sexualidade.
Tratar sobre a sexualidade não deve ficar limitados aos pacientes submetidos a um transplante de órgãos, uma vez que na fase pré-transplante, quando o paciente apresenta uma doença crônica irreversível, alterações desta natureza causam impacto significativo na sua vida, incluindo a presença de distúrbios que podem causar problemas no relacionamento do paciente com seu cônjuge. Neste período, os fatores etiológicos associados com disfunções sexuais estão associados a condições médicas (doença crônica, alterações endócrinas, doenças cardiovasculares e alterações neurológicas), fadiga crônica, perda da libido, uso de medicamentos (agentes anti-hipertensivos, antidepressivos, anticonvulsivantes, estatinas), além do uso abusivo de nicotina, álcool, esteroides, anabolizantes dentre outras drogas.
Os candidatos a um transplante, desde a indicação para cirurgia, direcionam sua vida para a sobrevivência e recuperação. Após o transplante os receptores recuperam sua saúde e resistência, e uma nova questão torna-se importante: quando e quanto a vida sexual e a intimidade voltarão ao normal? Para responder a este questionamento, as equipes de transplante precisam estar preparadas para auxiliar seus pacientes a obterem respostas a esta pergunta.
Indubitavelmente, a sexualidade é uma parte importante da vida cotidiana e também uma parte de quem somos como homem, mulher e parceiros. A sexualidade é uma forma de satisfazer as necessidades para o toque, proximidade, cuidado lúdico e prazer.
Sentimentos sobre a sexualidade fornecem entusiasmo para a vida, tem grande impacto sobre a autoestima e imagem corporal, e, sem dúvida, afetam as relações com os outros. Tão importante quanto isso é para cada um, muitos pacientes e profissionais da saúde das equipes de transplante não discutem o impacto da doença, do tratamento ou da cirurgia na saúde sexual dos pacientes.
Dentre os possíveis distúrbios relacionados à sexualidade nos homens destaca-se a disfunção erétil relacionada a medicamentos, alterações hormonais, alterações da irrigação vascular da área pélvica e presença de depressão. Nas mulheres destacam-se a disfunção ovariana, amenorreia, diminuição ou perda da libido e da fertilidade. Nestes caso, após o transplante, pacientes do sexo feminino precisam tomar várias precauções para se evitar uma gestação ainda durante o período de recuperação da cirurgia, sendo recomendado o uso de métodos contraceptivos. Ressalta-se que a gravidez bem sucedida após o transplante é possível, no entanto, ela deve ser planejada sob supervisão médica.
Em relação a atividade sexual, as equipes de transplante normalmente recomendam esperar de 4 a 6 semanas após a cirurgia para se iniciar.
Após o transplante os pacientes ainda podem apresentar pouco interesse no sexo. A perda de interesse em sexo pode ser devido a problemas muitos reais incluindo as preocupações com a sobrevivência, medo e depressão, presença de náuseas e vômitos, conflitos de relacionamento ou qualquer emoção ou pensamento que mantém o longe de se sentir sexualmente excitado. Isso pode incluir ansiedade do parceiro por não gostar das alterações no corpo do receptor do transplante. Outras causas de interrupções na sexualidade podem ter base na presença de doenças, uso de medicamentos e mudanças físicas no corpo. Estas incluem o ganho ou perda de peso, acne, crescimento de pelos indesejados ou perda de cabelo. Para alguns pacientes, cicatrizes, cirúrgicas podem levá-los a se sentir pouco atraente e assim diminuir o seu interesse pelo sexo.

O Brasil está se tornando uma referência no que se refere a transplante de órgãos. As equipes envolvidas buscam constantemente aperfeiçoar todo o processo que se inicia com a inscrição do paciente na fila única até o transplante propriamente dito. Desta forma, estudar e buscar compreender de forma mais refinada o tema abordado se faz presente. Afinal, o principal objetivo de um transplante deve estar pautado no resgate da qualidade de vida de nossos pacientes.

domingo, 19 de maio de 2013

Estimule assertivamente sua criança.


Os pais ou os educadores nunca devem se esquecer de dar feedback à criança. Tanto críticas como elogios são fundamentais para o aperfeiçoamento, emocional e comportamental das crianças. É difícil para as crianças ficarem motivadas quando elas não têm certeza se estão ou não no caminho certo. Sem dúvida que transmitir informação bem estruturada e frequente (feedback) é uma das coisas mais importantes na árdua tarefa educacional dos pais ou educadores.
Mas, como todos os pais sabem, às vezes o feedback que se dá parece ser tudo, menos motivador e orientador. Mesmo com as melhores intenções, as palavras de encorajamento ou desaprovação podem facilmente sair pela culatra e muitos de nós temos dificuldade em entender o porquê. Felizmente, estudos científicos sobre motivação lançaram luz sobre a razão pela qual alguns tipos de feedback funcionam e outros não. Se você errou no passado (e quem não cometeu este erro por favor atire a primeira pedra), ou está com dificuldades de comunicação com a sua criança, então você pode fazer um trabalho melhor dando o seu feedback mais assertivo, a partir de agora, aderindo a algumas regras simples:

REGRA 1
Quando as coisas não correm bem, seja realista. Não é fácil dizer à criança que ela errou (ou que agiu de forma inadequada), sabendo que pode causar ansiedade, decepção ou constrangimento. Mas não cometa o erro de proteger os sentimentos da criança à custa de não dizer-lhe o que ela realmente precisa ouvir. Lembre-se que sem feedback honesto a criança não pode descobrir o que fazer de forma diferente (adequadamente) da próxima vez.
Além disso, não retire o sentido de responsabilidade à criança pelo que correu mal (assumindo que ela na verdade não é o principal responsável), só porque você não quer ser “duro” com ela. Transmitir-lhe uma verdade distorcida, protegê-la de experimentar a frustração e de gerir o seu próprio erro ou fracasso, dizendo que ela “tentou o seu melhor” quando está claro que ela não fez, pode deixá-la sentir-se impotente para melhorar, e inibir a experiência de novas tentativas frente ao mesmo obstáculo.

REGRA 2
Quando as coisas saem mal, instala-se a dúvida, combata isso. A criança precisa acreditar que o sucesso está ao seu alcance, não importando os erros que cometeu no passado. Para implementar esta estratégia, aplique o seguinte:
Seja específico. Observe o que precisa ser melhorado e o que é que exatamente pode ser feito para melhorar.
Enfatize as ações que ele tem capacidade para mudar. Falar sobre os aspectos do desempenho que dependem dele, como o tempo e o esforço que ele colocou em prática, ou o método de estudo que ele usou.
Evite elogiar o esforço quando isso não trouxer nenhum benefício. Muitos pais tentam consolar as crianças, dizendo coisas como “Bem querida, você não fez muito bem, mas trabalhou duro e realmente tentou o seu melhor.” Esta afirmação até pode parecer reconfortante, mas garanto-lhe que não é (a menos, claro, se era uma situação sem saída, desde o início).
Estudos mostram que ser elogiado por “esforço” depois de uma falha não só faz as crianças sentirem-se estúpidas, como também lhes transmite a noção que elas não podem melhorar. Nestes casos, é realmente melhor restringir-se a comentários puramente informativos. Se o esforço não é o problema, deverá ajudar a criança a descobrir o que é, e o que pode ser feito no sentido de lhe transmitir confiança e melhorar o processo que levou ao insucesso, falha, erro ou comportamento inadequado.

REGRA 3
Quando as coisas vão bem, evite elogiar a habilidade. Eu sei que todos nós gostamos de ouvir o quão inteligente e talentoso que somos, e tão naturalmente assumimos que a nossa criança quer ouvir também. É claro que elas gostam. Mas não é o que o elas precisam ouvir para se manterem motivadas.
Estudos mostram que quando as crianças são elogiadas por terem uma elevada capacidade, isso acaba por deixá-las mais vulneráveis ​​à insegurança quando são confrontadas com um novo desafio principalmente um que seja difícil e possa apresentar-se como uma frustração. Se for bem sucedido significa que ela é “inteligente”, então ela provavelmente irá concluir que não é inteligente quando tem ter de esforçar-se mais que o normal ou o desafio parecer ser mais exigente, ou pior, quando não conseguir ser bem sucedida.
Certifique-se de que você também elogia os aspectos do desempenho da sua criança, principalmente aqueles que estão sobre o controlo dela (que ela é capaz de executar). Fale sobre a sua abordagem criativa, o seu planejamento cuidadoso, a sua persistência e esforço, a sua atitude positiva. Elogie as suas ações, não apenas as habilidades. Dessa forma, quando a criança se encontrar em apuros mais tarde, vai lembrar-se o que a ajudou a ter sucesso no passado e colocar esse conhecimento ao seu serviço, fazendo um boa utilização da experiência anterior

domingo, 12 de maio de 2013

Como manter os laços emocionais no relacionamento?


Por vezes, à medida que a tensão aumenta nos relacionamentos, seja através das desavenças e pontos de vista opostos, a tolerância vai diminuindo, a irritabilidade e a frustração vão aumentando. É usual que a luta pelo controle e pela supremacia tome o lugar principal. Perante tais cenários é primordial aprender a relacionar-se como iguais, como parceiros. Isso é crucial. É semelhante ao que muitas pessoas tiveram de aprender numa rápida mudança do local de trabalho, por necessidade. É importante perceber que uma nova forma de estar, de dialogar e abordar temas de tensão tem de existir.  É mais do que apenas aprender novas habilidades de comunicação ou de novas técnicas sexuais. Isso não irá criar reciprocidade ou igualdade por si mesmo. O que importa é afastar-se daquilo que aprendeu e não serviu, para iniciar uma nova abordagem. Esta nova abordagem é pautada na ideia de ter comportamentos e atitudes que sirvam e promovam o relacionamento, e não apenas os desejos e necessidades individuais.
Lutas de poder, de supremacia, e de prisão emocional, são um modelo de amor egoísta, de amor adolescente. A maioria das pessoas carregam esse modelo com elas nos seus relacionamentos adultos, consciente ou inconscientemente, dificultando uma aceitação mútua e uma conexão amorosa entre parceiros. No entanto as pessoas querem sentir-se plenas, e não terem de viver o medo da rejeição, do castigo ou abandono.
As relações convencionais com características pautadas  em torno da domínio e controle, conjuntamente com o modelo que transita da adolescência, criam produtos emocionais destruidores de relacionamentos. Esta falta de igualdade e desconexão emocional correspondente torna-se visível nas relações, distorcendo a forma como os casais vivem os relacionamentos, levando na grande maioria das vezes ao terrorismo íntimo.
O que proponho é a mudança da sua mentalidade sobre o seu relacionamento e igualmente os comportamentos que o suportam.  Não é uma fórmula, mas sim algo que você tem que trabalhar e praticar.
Algumas orientações que podem ajudar:

DÊ SEM TENTAR OBTER
Não quero ser radical ao ponto de transmitir-lhe a mensagem que não deve esperar obter nada das suas ações ou atitudes relativamente ao seu parceiro, nada disso.  Todos esperamos algo. Mas esse algo deve ser muito mais uma consequência, do que propriamente uma troca contratual. Deixe de olhar o seu relacionamento como uma transação, um dar e receber imperativo, um investimento para o qual se espera um retorno específico. Nós vivemos numa cultura comercial, não comercialize o seu relacionamento. Em vez disso, pondere a possibilidade de comprometer-se em demonstrar apoio e amor ao seu parceiro, sem esperar nada de concreto ou idealizado em troca. Você diz que sente amor? Mostre-o para o seu próprio bem, ponto final. Essencialmente, isso significa deixar de mover-se por um auto-interesse secundário. Abandone a sua ânsia de “obter” algo para si mesmo.
Dica: Redirecione as suas energias para apreciação que cada um pode ter relativamente ao outro, e se distancie do objetivo autocentrado de tentar obter algo de volta. Vivencie, esse é o seu retorno.
Talvez tudo isto lhe soe como algo “angelical” e altruísta. Sim, à primeira vista até posso concordar. No entanto, se fizer uma análise mais apurada, é fácil perceber que  ”conseguir o amor que você quer”, não é através da avidez. Se vier livremente, do seu parceiro, até você, isso é ótimo. Mas não faça disso o seu principal objetivo. Observações de pesquisa clínica têm mostrado o valor desta forma de relacionamento. Por exemplo, estudos realizados pelo investigador John Gottman concluíram que o apoio mútuo é fundamental para uma relação positiva. Isso significa renunciar a grande parte dos interesses pessoais como o seu objetivo principal e colocar as necessidades do seu parceiro acima das suas, por difícil e paradoxal que possa parecer.

NIVELE O CAMPO DE AÇÃO
Tentar controlar ou dominar o seu parceiro através de manobras ostensivas, certamente ajudará a cavar um buraco no relacionamento. Se for o caso, pondere reformular a sua ideia de relacionamento, abandone a busca de poder e substitua para: ter poder com…
Para melhorar um relacionamento, demonstre reciprocidade e igualdade através das suas ações. Isso é mais do que apenas comprometer-se em torno das diferenças. Mostre através das suas ações que você reconhece e apoia o seu parceiro como um ser igual, não um “objeto” para servir, ou frustrar o seu próprio ego. Embarque na experiência da partilha do poder. Por exemplo, em decisões diárias ou conflitos tente descobrir o que melhor serve o relacionamento, entre os dois, em vez de qualquer um de vocês. Que ações, atitudes e ideias constrói maior consideração, respeito e empatia pelo outro? Além disso, a pesquisa mostra que a decisão compartilhada entre parceiros, realmente leva a melhores decisões.
Exemplo: Se você tem uma discussão com o seu parceiro, e qualquer um de vocês consegue distanciar-se do impacto emocional que a disputa possa ter em vós, ou seja, você não deixa o assunto transbordar para outras áreas do relacionamento, então ambos os parceiros sentem-se mais ligados positivamente, em relação ao outro.

COLABORAR PARA O CRESCIMENTO MÚTUO
Se você foi condicionado em papéis rígidos que o empurram constantemente para um relacionamento de terrorismo íntimo associado a um modelo mais tradicional (como a maioria das pessoas ainda são), reconhecer que isso pode ser mudado é um fator impulsionador da mudança para melhor. Ter o objetivo de fazer crescer o relacionamento, deve ser suportado por uma forte honestidade emocional. A capacidade de expressar os sentimentos, sem ofensas, e sem restrições formam a base necessária à abertura para expressar os incômodos e as insatisfações, sem medos. Se os parceiros, forem construindo um campo psicológico aberto à livre expressão, sem críticas cortantes por parte do outro, mas sim, vontade para a procura de soluções, certamente o relacionamento desenvolve-se de forma saudável, beneficiando a ambos.
Como um homem, demonstre o apoio ativo da autonomia da mulher, independência e competência, e ao mesmo tempo, mostre que valoriza e apoia a sua sensibilidade emocional e necessidade de conexão.
Como uma mulher, mostre apoio à capacidade do homem para a abertura,  crescimento, e vulnerabilidade.
 Você vai fortalecer o seu relacionamento, incentivando e apoiando o seu parceiro para promover e desenvolver as capacidades subdesenvolvidas.

APOIAR UM AO OUTRO COMO PESSOAS INDIVIDUAIS
Olhe para as diferentes perspectiva, interesses e desejos como uma experiência a abraçar, não algo a ser temido ou suprimido. Abraçar as diferenças fornece uma “mentalidade” que ajuda a manter a relação energizada. Você vai sentir uma maior estimulação e conexão positiva quando se tratam como seres humanos iguais, como pessoas distintas, que estão também ligadas. Sentir e demonstrar interesse um no outro, promover o crescimento e desenvolvimento como indivíduos, constrói maior ligação e energia emocional, relacional, sexual e espiritual sustentável. Ambos estão interligados.
A reciprocidade é reforçada quando também compartilham uma visão maior da vida, valores e propósito geral. Tenha em mente que a vida próspera do seu relacionamento, é uma troca de energia em movimento. A energia saudável está sempre fluindo, é flexível, equilibrada e associada a sentimentos positivos. A energia insalubre é redutora, rígida, e associada a emoções negativas. Com esta perspectiva os parceiros têm a capacidade para construir entre eles, um estado de energia fluída e saudável. A reciprocidade é uma parte crítica para mantê-lo conectado em torno de uma visão acerca da razão porque está nessa relação. Se essa é a viagem que pretende fazer, comece hoje mesmo a mudar para melhor.
E você? Quais instrumentos utiliza para manter saudável o seu relacionamento? Comente, participe!