quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Campanha Nacional de Doação de Órgãos


Em todo o país se comemora no dia 27 de setembro a doação de órgãos. Um dos objetivos principais desta data pauta-se em desmistificar o processo de doação de órgãos e tecidos em nosso país.
O assunto é ainda pouco abordado junto a população. Por este motivo escrevo esta tag. Nesta você poderá obter maiores informações sobre o assunto. Se você é a favor da vida não pode deixar de ler, encaminhar e comentar sobre o tema.

O que é transplante?

É um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de um órgão (coração, pulmão, rim, pâncreas, fígado) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas...) de uma pessoa doente (RECEPTOR) por outro órgão ou tecido normal de um DOADOR, vivo ou morto. O transplante é um tratamento que pode salvar e/ou melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas.

Quem pode e quem não pode ser doador?

A doação pressupõe critérios mínimos de seleção. Idade, o diagnóstico que levou à morte clínica e tipo sangüíneo são itens estudados do provável doador para saber se há receptor compatível. Não existe restrição absoluta à doação de órgãos a não ser para aidéticos e pessoas com doenças infecciosas ativas. Em geral, fumantes não são doadores de pulmão.

Por que existe poucos doadores? Temos medo de doar?

É uma das razões, porque temos medo da morte e não queremos nos preocupar com este tema em vida. É muito mais cômodo não pensarmos sobre isso, seja porque "não acontece comigo ou com a minha família" ou "isso só acontece com os outros e eles que decidam".

Quero ser doador. O que devo fazer?

Todos nós somos doadores, desde que a nossa família autorize. Portanto, a atitude mais importante é comunicar para a sua família o seu desejo de ser doador.

Quero ser doador. A minha religião permite?

Todas as religiões têm em comum os princípios da solidariedade e do amor ao próximo que caracterizam o ato de doar. Todas as religiões deixam a critério dos seus seguidores a decisão de serem ou não doadores de órgãos. Veja a posição de algumas:

Judaica - Nada mais judaico do que salvar uma vida

Anglicana - Doação de órgãos, um ato de amor a serviço da Vida

Católica Romana

Umbanda e cultos Afro-brasileiros

Doutrina Espírita

Quando podemos doar?

A doação de órgãos como rim, parte do fígado e da medula óssea pode ser feita em vida. Em geral, nos tornamos doadores em situação de morte encefálica e quando a nossa família autoriza a retirada dos órgãos.

O que é morte encefálica?

Morte encefálica é a parada definitiva e irreversível do encéfalo (cérebro e tronco cerebral), provocando em poucos minutos a falência de todo o organismo. É a morte propriamente dita. No diagnóstico de morte encefálica, primeiro são feitos testes neurológicos clínicos, os quais são repetidos seis horas após. Depois dessas avaliações, é realizado um exame complementar (um eletroencefalograma ou uma arteriografia).

Uma pessoa em coma também pode ser doadora?

Não. Coma é um estado reversível. Morte encefálica, como o próprio nome sugere, não. Uma pessoa somente torna-se potencial doadora após o correto diagnóstico de morte encefálica e da autorização dos familiares para a retirada dos órgãos.

Como o corpo é mantido após a morte encefálica?

O coração bate à custa de medicamentos, o pulmão funciona com a ajuda de aparelhos e o corpo continua sendo alimentado por via endovenosa.

Como proceder para doar?

Um familiar pode manifestar o desejo de doar os órgãos. A decisão pode ser dada aos médicos, ao hospital ou à Central de Transplante mais próxima.

Quem paga os procedimentos de doação?

A família não paga pelos procedimentos de manutenção do potencial doador, nem pela retirada dos órgãos. Existe cobertura do SUS (Sistema Único de Saúde) para isso.

O que acontece depois de autorizada a doação?

Desde que haja receptores compatíveis, a retirada dos órgãos é realizada por várias equipes de cirurgiões, cada qual especializada em um determinado órgão. O corpo é liberado após, no máximo, 48 horas.

Quem recebe os órgãos doados?

Testes laboratoriais confirmam a compatibilidade entre doador e receptores. Após os exames, a triagem é feita com base em critérios como tempo de espera e urgência do procedimento.

Quantas partes do corpo podem ser aproveitadas para transplante?

O mais freqüente: 2 rins, 2 pulmões, coração, fígado e pâncreas, 2 córneas, 3 válvulas cardíacas, ossos do ouvido interno, cartilagem costal, crista ilíaca, cabeça do fêmur, tendão da patela, ossos longos, fascia lata, veia safena, pele. Mais recentemente foram realizados transplantes de uma mão completa. Um único doador tem a chance de salvar, ou melhorar a qualidade de vida, de pelo menos 25 pessoas.

Podemos escolher o receptor?

Nem o doador, nem a família podem escolher o receptor. Este será sempre indicado pela Central de Transplantes. A não ser no caso de doação em vida.

Quem são beneficiados com os transplantes?

Milhares de pessoas, inclusive crianças, todos os anos, contraem doenças cujo único tratamento é um transplante. A espera por um doador, que muitas vezes não aparece, é dramática e adoece também um círculo grande de pessoas da família e de amigos.

Existe algum conflito de interesse entre os atos de salvar a vida de um potencial doador e o da retirada dos órgãos para transplante?

Absolutamente não. A retirada dos órgãos para transplante somente é considerada depois da morte, quando todos os esforços para salvar a vida de uma pessoa tenham sido realizados.

Qual a chance de sucesso de um transplante?

É alta. Mas muita coisa depende de particularidades pessoais, o que impede uma resposta mais precisa. Existe no Brasil pessoas que fizeram transplante de rim, por exemplo, há mais de 30 anos, tiveram filhos e levam uma vida normal.

Quais os riscos e até que ponto um transplante interfere na vida de uma pessoa?

Além dos riscos inerentes a uma cirurgia de grande porte, os principais problemas são infecção e rejeição. Para controlar esses efeitos o transplantado usa medicamentos pelo resto da vida. Transplante não é cura, mas um tratamento que pode prolongar a vida com muito melhor qualidade.

É chegada a hora de ter um bebê?


Ter filhos, dar espaço para eles na relação implica em várias decisões e avaliá-las com rigor pode ser um bom começo para esta emocionamente aventura.

Na verdade o que determina quando é chegada a hora de um casal se transformar em família é o emocional, o psicológico: o estar preparado enquanto casal para assumir esta responsabilidade e arcar com ela para todo o sempre, já que ter um filho é uma decisão sem volta.

Mas existem alguns parâmetros que ajudam a avaliar se o momento que vocês estão vivendo e pelo qual passa a relação é o mais indicado, e se o filho vai chegar numa boa hora para os dois.

A relação vai bem e o filho só vem a acrescentar?

Filho não é a solução para nenhuma crise conjugal e não evita o naufrágio do casal.

Pelo contrário, nos primeiros tempos, uma criança significa uma revolução tão grande que até os mais sólidos casamentos podem balançar temporariamente. Portanto, ter filhos só pode ser decidido num momento de estabilidade da relação.

O desejo de ter um filho é comum aos dois?

Os bebês não vem mais ao mundo "sem querer", as gestações ocorrem pelo desejo de ter um filho quer seja consciente ou inconsciente. O que garante o afeto e o amor ao bebê que está chegando é a certeza de que ele chegou com mútuo consentimento e desejo dos dois.

Existe uma pré- disponibilidade interna de cada um em abrir mão de uma vida mais descompromissada em prol do bebê que vai chegar?

Essa terceira pessoa que vem se juntar ao casal, exige cuidados, carinho e disponibilidade dos dois. Se os companheiros estão dispostos a lidar com os medos e ansiedades da gestação, com as noites maldormidas sem se sentir lesados por isso é um bom indicio de que é chegada a hora.

O momento foi planejado considerando os prós e contras da vida profissional de cada um?

Hoje é comum que homem e mulher trabalhem fora. Um filho pode causar mudanças e sacrifícios à carreira, sobretudo da mulher, que vai diminuir ou interromper suas atividades profissionais por um tempo ou definitivamente. E ainda vai querer contar com a ajuda e presença do marido ao lado dela.

Se vocês estão de acordo sobre isso e não vêem o bebê como um empecilho, então este filho será bem- vindo.

Vocês acreditam que realmente chegou o momento, é agora ou nunca?

Só vocês dois de corações abertos podem avaliar. E se juntos chegarem a esta decisão, está na hora de encomendar o berço, começar a lista do enxoval e buscar orientação sobre essa nova tarefa a que vocês estão dispostos : a de ser pais.

E não se envergonhem de buscar ajuda profissional para desvendar os "segredos "da maternidade e da paternidade. Afinal se para tirar carteira de habilitação é necessário fazer uma série de provas e testes, para ser pai e mãe e conduzir uma criança que vai chegar são necessários : amor, disponibilidade, afeto e muita, mais muita orientação.

Plagiando Chico Buarque de Hollanda, que esse bebê que vai chegar seja "o fruto mais bendito do amor de vocês". E que com muito carinho possam arrumar o "berço" para este mais novo membro da família.

domingo, 28 de agosto de 2011

A importância da autoestima no trabalho

A autoestima pode ser considerada responsável pelo sucesso ou não, observando que nosso viver é o reflexo das visões de nós mesmos. Ao enfrentarmos desafios nossa autoestima eleva-se, nos capacitando aos desafios da vida, contribuindo para que se possa discernir e dominar os problemas, e supostamente viabilizar possíveis soluções. Branden (1998, p. 8) comenta que “a autoestima é a confian

ça em nosso direito de ser feliz, a sensação de que temos valor, de que somos merecedores, de que temos o direito de expressar nossas necessidades e desejos e de desfrutar os resultados de nossos esforços”. Ter e manter a autoestima elevada é sentir-se completo e ajustado à vida. É necessário descobrir-se para que os anseios mais íntimos se realizem, pois, a partir desse momento, o ser humano se descobre, passando a ser o próprio criador de seus atos.

Autoestima é a somatória de autoconfiança, de auto-respeito e de autoconhecimento. Para Abranches (1997, p.11) “Os ambientes positivos são próprios de pessoas com mente determinada para a construção e o triunfo no amor, nos negócios ou sobre si mesmas”. Quanto maior for a autoestima, mais preparado o ser humano estará para enfrentar as dificuldades da vida, a medida que se torna mais flexível, mais se torna ambicioso, resistindo muitas vezes à pressão do desespero e à derrota.

Não necessariamente somos lapidados na carreira ou assuntos financeiros, mas em experiências emocionais e criativas. Aumentam as probabilidades de mantermos relações mais saudáveis, inclinados para tratarmos os outros com respeito e boa vontade. Quando estamos bem conosco mesmo, tudo ao nosso redor reflete ou não, a produção do trabalho é maior, e a carga horária irá passar sem perceber, e os colaboradores não estarão ansiosos de chegar o horário para retirar-se do ambiente de trabalho.

Desenvolver a autoestima é aumentar a nossa capacidade de ser feliz. Ponto necessário e essencial para a realização de cada um. Todo ser humano é importante e precisa valorizar-se. Assim sendo, transmite confiança ao seu redor, passando sentimentos de respeito, de atenção e carinho. Há duas maneiras por meio das quais é possível elevar a autoestima, gerando mais autoconfiança e auto-respeito: vivendo conscientemente, tendo em mente o que se faz para poder crescer profissionalmente e pessoalmente e analisando sempre o próprio comportamento. Uma vida bem sucedida depende do uso adequado de nossa inteligência, isto é, do conjunto de metas que estabelecemos e dos desafios que enfrentamos.

“Uma atitude de auto-aceitação é precisamente o que o psicoterapeuta eficiente tenta despertar mesmo nas pessoas que tenham a pior autoestima possível”. (Branden, 1998, p.82). Pode–se aumentar a autoestima, com auto-aceitação, autenticidade, responsabilidade, benevolência e integridade; deve-se lembrar que autoestima não é determinada pelo mundo ou pela aparência física, pela popularidade ou por qualquer outro valor, independente de nossa vontade; e sim em função da racionalidade, honestidade e integridade que nos possibilita relações interpessoais saudáveis.

Saber fazer está intimamente ligado aos passos necessários para as pessoas aprenderem mais. Quando se fez bem, então ela sabe fazer. Querer fazer vincula-se à nossa motivação, ao nosso interesse, à nossa vontade. Quando isso acontece, superamos os obstáculos.

Ao agirmos na direção de fazer aquilo que é necessário, que vem da vontade, a autoestima imediatamente flui, revigora e nos deixa fortes, potentes. Todos podem e devem progredir melhorando a qualidade do pensamento, da fala, das ações e do direcionamento de suas potencialidades. Acontecendo isso, se observa o sentido do conhecimento, do interesse pelo progresso, do sucesso das pessoas. É necessário aprender ou estar consciente de que somos responsáveis pelo que queremos, pelo que sentimos e pelo que somos.

“A motivação se refere ao comportamento que é causado por necessidades dentro do indivíduo, e que é dirigido em direção dos objetivos que possam satisfazer essas necessidades”. (Chiavenato 2002, p. 161)

REFERÊNCIAS

ABRANCHES, N. Aumente sua autoestima e transforme sua vida. São Paulo: Paulinas, 1997.

BRANDEN, N. O poder da autoestima. 8ª ed. São Paulo. Saraiva, 1998.

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da Administração. 6ª ed. São Paulo. Campus, 2000.

Dia do Psicólogo



domingo, 14 de agosto de 2011


Gravidez masculina

Você sabia que indivíduos do sexo masculino podem “ficar grávidos”?

Tal quadro, denominado síndrome de Couvade, ou gravidez masculina, não está relacionado ao desenvolvimento do embrião no interior do corpo do indivíduo em questão, assim como acontece com as mulheres, e machos de cavalos-marinhos.

Esse fenômeno, até pouco tempo atrás ignorado pela classe médica, foi descoberto em 1965, pelo psiquiatra britânico Trethowan. Trata-se da manifestação de sensações semelhantes às da companheira grávida, tais como: ganho de peso, enjoos, manifestação de desejos, dor de cabeça e nas costas, alterações intestinais, vontade de urinar com muita frequência e oscilação de humor. Em alguns casos, inclusive, há o aumento do abdome masculino (pseudociese).


Os casos mais frequentes ocorrem em situações em que o pai:

- Terá seu primeiro filho;

- Possui idade mais avançada;

- Terá um “filho temporão”;

- Foi adotado na infância;

- É muito ansioso;

- Possui forte ligação afetiva e emocional com sua companheira gestante;

- Se solidariza fortemente com as dores e vontades da companheira.


Alguns estudos recentes apontam que pouco mais de 50% dos homens desenvolvem sintomas típicos da gravidez, em menor ou maior grau. Embora nem todos os fatores relacionados à sua manifestação sejam conhecidos; acredita-se que o quadro seja uma condição psicossomática, ou seja, uma espécie de resposta física a um estímulo emocional. Algumas pesquisas apontam, também, fatores hormonais, mas os resultados, pelo menos até segunda ordem, não são conclusivos.

A síndrome de Couvade tende a surgir em torno do terceiro mês, e desaparecer até o fim da gestação, naturalmente. No entanto, como pode se tornar um fardo e/ou durar um tempo maior; é interessante que, nesses casos, seja requerida a ajuda médica.

domingo, 5 de junho de 2011

Pensamento da Semana

Solidariedade uma forte aliança no combate as doenças


Não é difícil nos depararmos com notícias envolvendo adolescentes. Infelizmente grande parte destas nos remete a violência verbal ou física. Porém, nesta última sexta-feira (03/06) uma reportagem quebrou esta triste realidade. Adolescentes do interior de Minas Gerais aqui pertinho de casa em Governador Valadares rasparam a cabeça para recepcionar um colega que retornara da cidade de Belo Horizonte onde iniciara um tratamento contra um raro tumor neurológico. Isso mesmo, praticamente toda a escola incluindo alunos, professores e diretores aderiram a esta idéia simples e de grande relevância para o amigo com a doença. Penso ser interessante destacar esta homenagem uma vez que representa de forma clara o que chamamos de empatia, ou seja, a capacidade de se colocar no lugar do outro. Ressalto que este sentimento não pode ser confundido com simpatia. É mais forte e inclusive um importante instrumento de trabalho para profissionais que integram a área de humanas.

Interessante pensarmos como foi a surpresa deste colega ao chegar à escola e se deparar com esta linda e porque não dizer emocionante homenagem. Há tempos o relacionamento humano tem sido objeto de estudo para a ciência. Diversas pesquisas já defendem a importância do apoio de amigos e familiares no processo de aceitação, manutenção e adesão junto a um determinado tratamento. Como todos sabem integro a equipe multidisciplinar do Centro de Terapia Renal Substitutiva do Hospital Márcio Cunha. Como psicólogo vivencio esta temática constantemente. Praticamente todos os dias deparo-me com pessoas recebendo o diagnóstico de insuficiência renal crônica. Choro, agito psicomotor, silêncio, diversos questionamento e negação são alguns dos comportamentos observados. Interessante destacar que os pacientes que demonstram um relacionamento mais harmonioso com a família ou cônjuge demonstram um processo de aceitação com menos dor buscando reforços nas mais diversas variáveis como a religião ou descoberta de novos talentos. Isso ocorre porque nosso corpo libera diversos hormônios quando estamos em contato com outras pessoas manifestando sentimentos de alegria permeados de sorrisos e toques.

Portanto, não se esqueça que você pode ser um ótimo remédio para quem está ao seu lado.

Para visualizar a reportagem mencionada no início acesse o link: http://g1.globo.com/videos/jornal-hoje/v/estudantes-raspam-os-cabelos-para-homenagear-colega/1526502/