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domingo, 30 de junho de 2013

Pílulas anti estresse


Você sabia que o estresse é uma reação normal de nosso organismo? Isso mesmo. Não podemos viver sem nos estressar. Afinal, o termo estresse está relacionado a nossa capacidade de adaptação frente a situações novas e/ou inusitadas. O problema que nossa sociedade está exigindo de nós cada vez dedicação e exigência no que se refere a nossa capacidade laboral e consequentemente produtiva.  Temos que ser pais, mães, profissionais, filhos, esposos, esposas, namorados, namoradas e por aí vai.... A cada dia assumimos mais um função e aí é que os problemas começam a surgir.
Por este motivo resolvi criar esta tag “Pílula anti estresse”. Desejo informar através de orientações simples formas adequadas de começarmos a controlar nosso estresse para que ele não se transforme em algo patológico.
Portanto vamos começar.
1 - Evite o estresse desnecessário;
1.1- Aprenda a dizer “não” – Conheça os seus limites e tente cumpri-los. Seja na sua vida pessoal ou profissional, se recuse a aceitar responsabilidades adicionais antes de se comprometer com elas. Aceitar mais responsabilidades do que você consegue ou está preparado é uma receita infalível para o estresse;
1.2- Evite pessoas que lhe provoquem estresse incapacitante – se alguém consistentemente lhe irrita em sua vida e você não consegue evitar que isso aconteça, limite o tempo que passa com essa pessoa. Se isto não for possível, tente perceber se existem alternativas que o capacitem na determinação de uma solução intermédia.
1.3 - Tente ganhar controlo sobre o seu ambiente – Se as noticias dos jornais e TV o fazem ansioso, desligue a TV ou feche o jornal. O tráfico te deixa tenso, tente ir por um caminho com menos fluxo de veículos. Se ir às compras sozinho o estressa, arranje companhia. Tente sempre que possível descobrir uma alternativa que esteja sobre o seu controlo, que possa decidir por si e executar na hora.
1.4 - Evite tópicos “quentes” – se fica facilmente chateado com assuntos religiosos ou políticos, ou outro qualquer assunto que funcione como um gatilho para lhe disparar a resposta de stress, evite, risque esses assuntos da sua lista de prioridades. Aborde essas questões só em situações extremamente necessárias e preparado para tal. Se você repetidamente argumenta sobre os assuntos “incómodos” com as mesmas pessoas, pare de o fazer ou arranje uma boa desculpa e evite entrar na discussão.
Organize por prioridades a sua lista de coisas a fazer – analise o seu calendário, responsabilidades, e tarefas diárias. Se tem muitas coisas para realizar, distinga entre os “deveria” e os “tenho”. Tente perceber aquilo que realmente importa fazer e não aquilo que acha que deveria fazer. Tente hierarquizar em termos funcionais as sua prioridades. Por exemplo, pergunte-se: “de 0 a 10 qual o grau de importância que esta tarefa tem?”, “de 0 a 10 qual destas tarefas tem de estar pronta hoje?”. Coloque as tarefas que não são efetivamente necessárias no fim da sua lista ou elimine-as mesmo.

E você? Tem se sentido estressado? Compartilhe conosco sua experiência. 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

É IMPORTANTE COLOCAR ALEGRIA NA SUA VIDA!

Existe uma enorme diferença entre prazer e alegria. Quando conseguimos fazer uma distinção clara, movimentamo-nos muito mais rapidamente para aquilo que pretendemos atingir na vida e com muito mais energia. Mihaly Csikszentmihalyi descreve muito bem esta diferença no seu livro, Flow – o estado psicológico que entramos quando a noção de tempo desaparece e nos sentimos completamente emersos naquilo que estamos a fazer. Csikszentmihalyi distingue aquilo que fazemos por prazer (sexo, comer, beber, descansar, etc.) daquilo que fazemos por alegria e gozo.
A Alegria e gozo, são mais profundos. A alegria e gozo, envolvem sempre o uso de uma habilidade ou capacidade, e igualmente a noção de desafio. Certamente o objetivo de subir ao Evereste, tem como fim último a alegria e contentamento retirada do fato de ter conseguido ultrapassar o desafio árduo, e assim ter como recompensa todas as sensações vividas. Desta forma, velejar, jardinar, pintar, jogar futebol, cozinhar, cantar, ou outra qualquer atividade, envolvem habilidades, como tal constituem um desafio que leva a alegria, contentamento e gozo. Retirar da vida o que ela tem de melhor, promover as forças e virtudes de cada indivíduo é uma perspectiva abraçada pela Psicologia. Esta é uma abordagem que expresso na grande maioria dos meus artigos, pois olho para a vida de uma forma projetiva, virada para o futuro e para os objetivos que as pessoas pretendem alcançar através daquilo que melhor nelas existe. A alegria, é algo inato a todos nós, vimos ao mundo com um código genético preparado para o sentimento de esplendor, o nosso corpo é um templo da felicidade, se assim olharmos para ele.

FATOR PROMOTOR
No entanto, para que o gozo na vida possa ser vivenciado é necessário dominar um conjunto de habilidades. O gozo emerge do mais íntimo da pessoa, está associado a algo que depende dela e da aprendizagem e aprimoramento que fez. Por outro lado, dedicar-me ao ócio, a ficar somente assistindo a filmes, ao sabor de uma bela refeição, de um cigarro, ou dos videogames não será necessário grande investimento psicológico ou habilidades para tirar prazer disso. As pessoas que estão conscientes disso, começam a retirar mais gozo e alegria das suas vidas. Elas conseguem alcançar o estado psicológico de preenchimento total, de felicidade e emersão na atividade, conhecido como, “Fluxo”. Melhorar as habilidades e propor-se a desafios para retirar alegria e gozo dessas mesmas habilidades é um fator promotor para ter uma vida muito mais agradável e realizada.
Não quero transmitir a ideia de que você não deverá dedicar-se às outras atividades naturalmente prazerosas. Este tipo de prazer é conhecido no mundo da psicologia como adaptação hedónico (adaptação natural a acontecimentos considerados positivos e prazerosos). Este tipo de prazer tem o seu lugar e é importante para o nosso bem-estar, deveremos usufruir dele. Entretanto se faz necessário perceber que este tipo de prazer que nos é natural, é regulado pela lei dos retornos decrescentes. Este tipo de felicidade raramente dura mais que um bom par de horas, atinge um pico e depois desce. Desta forma, deveremos tentar a coexistir com os dois tipos numa relação saudável e confortável.
Poderemos encaixar o estado psicológico de fluxo, no conceito de capital psicológico. Este conceito, transmite a ideia de que deveremos investir nas habilidades, competências, virtude e valores que possuímos e associar-lhes um conjunto de sensações de bem-estar e realização pessoal. Deveremos aumentar o nosso capital psicológico, com o objetivo de podermos retirar gozo e alegria desse investimento. Se eu não tiver nenhum tipo de capital financeiro, eu não poderei comprar nada, não poderei gastar nada. Para gastar é necessário, ganhar, para ganhar é necessário trabalhar. O mesmo se aplica ao capital psicológico e ao retorno desse investimento.

IMPORTANTE: Quanto mais investir, maior será a possibilidade de retorno. Aqui o retorno será em alegria, gozo, contentamento, gratificação e realização pessoal.

E VOCÊ, EM QUE ATIVIDADE SENTE O PULSAR DA VIDA?

Partilhe conosco algumas das atividades em que se sente emerso, alegre, realizado. Grande abraço. Participe e comente!

domingo, 23 de junho de 2013

Sexualidade e Transplante de Órgãos

A sexualidade é um aspecto central do ser humano ao longo da vida e abrange sexo, identidade de gênero e papéis, orientação sexual, erotismo, prazer, intimidade e reprodução. A sexualidade é vivida e expressada em pensamentos, fantasias, desejos, crenças, atitudes, valores, comportamentos, práticas, papéis e relacionamentos. Enquanto a sexualidade pode incluir todas as dimensões, nem todas elas são sempre vivenciadas e expressadas.
A sexualidade é influenciada pela interação de fatores biológicos, psicológicos, sociais, econômicos, políticos, culturais, éticos, legais, históricos, religiosos e espirituais.
Neste contexto, pacientes em programa de transplante de órgãos vivenciam uma doença crônica de caráter irreversível, que indubitavelmente altera sua qualidade de vida e consequentemente sua sexualidade. Assim, o funcionamento sexual é um dos primeiros aspectos da vida “normal” que é interrompido pelos sintomas físicos e emocionais acarretados pela doença.
A sexualidade no transplante não deve ser subestimada, uma vez influencia na qualidade de vida dos pacientes. Na literatura há poucos estudos que trabalham esta temática nos transplantes. Sem dúvida, ainda é um tabu conversar sobre este assunto com os pacientes, de modo que muitos profissionais da saúde não questionam seus candidatos e receptores de transplante sobre alterações relacionadas a sexualidade.
Tratar sobre a sexualidade não deve ficar limitados aos pacientes submetidos a um transplante de órgãos, uma vez que na fase pré-transplante, quando o paciente apresenta uma doença crônica irreversível, alterações desta natureza causam impacto significativo na sua vida, incluindo a presença de distúrbios que podem causar problemas no relacionamento do paciente com seu cônjuge. Neste período, os fatores etiológicos associados com disfunções sexuais estão associados a condições médicas (doença crônica, alterações endócrinas, doenças cardiovasculares e alterações neurológicas), fadiga crônica, perda da libido, uso de medicamentos (agentes anti-hipertensivos, antidepressivos, anticonvulsivantes, estatinas), além do uso abusivo de nicotina, álcool, esteroides, anabolizantes dentre outras drogas.
Os candidatos a um transplante, desde a indicação para cirurgia, direcionam sua vida para a sobrevivência e recuperação. Após o transplante os receptores recuperam sua saúde e resistência, e uma nova questão torna-se importante: quando e quanto a vida sexual e a intimidade voltarão ao normal? Para responder a este questionamento, as equipes de transplante precisam estar preparadas para auxiliar seus pacientes a obterem respostas a esta pergunta.
Indubitavelmente, a sexualidade é uma parte importante da vida cotidiana e também uma parte de quem somos como homem, mulher e parceiros. A sexualidade é uma forma de satisfazer as necessidades para o toque, proximidade, cuidado lúdico e prazer.
Sentimentos sobre a sexualidade fornecem entusiasmo para a vida, tem grande impacto sobre a autoestima e imagem corporal, e, sem dúvida, afetam as relações com os outros. Tão importante quanto isso é para cada um, muitos pacientes e profissionais da saúde das equipes de transplante não discutem o impacto da doença, do tratamento ou da cirurgia na saúde sexual dos pacientes.
Dentre os possíveis distúrbios relacionados à sexualidade nos homens destaca-se a disfunção erétil relacionada a medicamentos, alterações hormonais, alterações da irrigação vascular da área pélvica e presença de depressão. Nas mulheres destacam-se a disfunção ovariana, amenorreia, diminuição ou perda da libido e da fertilidade. Nestes caso, após o transplante, pacientes do sexo feminino precisam tomar várias precauções para se evitar uma gestação ainda durante o período de recuperação da cirurgia, sendo recomendado o uso de métodos contraceptivos. Ressalta-se que a gravidez bem sucedida após o transplante é possível, no entanto, ela deve ser planejada sob supervisão médica.
Em relação a atividade sexual, as equipes de transplante normalmente recomendam esperar de 4 a 6 semanas após a cirurgia para se iniciar.
Após o transplante os pacientes ainda podem apresentar pouco interesse no sexo. A perda de interesse em sexo pode ser devido a problemas muitos reais incluindo as preocupações com a sobrevivência, medo e depressão, presença de náuseas e vômitos, conflitos de relacionamento ou qualquer emoção ou pensamento que mantém o longe de se sentir sexualmente excitado. Isso pode incluir ansiedade do parceiro por não gostar das alterações no corpo do receptor do transplante. Outras causas de interrupções na sexualidade podem ter base na presença de doenças, uso de medicamentos e mudanças físicas no corpo. Estas incluem o ganho ou perda de peso, acne, crescimento de pelos indesejados ou perda de cabelo. Para alguns pacientes, cicatrizes, cirúrgicas podem levá-los a se sentir pouco atraente e assim diminuir o seu interesse pelo sexo.

O Brasil está se tornando uma referência no que se refere a transplante de órgãos. As equipes envolvidas buscam constantemente aperfeiçoar todo o processo que se inicia com a inscrição do paciente na fila única até o transplante propriamente dito. Desta forma, estudar e buscar compreender de forma mais refinada o tema abordado se faz presente. Afinal, o principal objetivo de um transplante deve estar pautado no resgate da qualidade de vida de nossos pacientes.

domingo, 28 de abril de 2013

Potencialize sua mente! O poder dos pensamentos positivos


Se você fosse colocado num scanner de ressonância magnética, uma estrutura tubelar que permite imagens de vídeo das alterações neurais que acontecem no seu cérebro, e verbaliza-se  a palavra “não” associada a imagens negativas durante alguns segundos, seria possível observar a imensidão de hormônios relacionados ao estresse. Estes produtos químicos interrompem imediatamente o funcionamento normal do cérebro, prejudicando o pensamento lógico, a razão, o processamento da linguagem e a comunicação. Palavras, pensamentos e imagens negativas empobrecem o ótimo funcionamento do ser humano, a felicidade, o bem-estar e a satisfação com a vida.

A PALAVRA TEM PODER
Na verdade, apenas ler, pensar ou verbalizar uma lista de palavras negativas por alguns segundos, poderá ser o suficiente para fazer disparar numa pessoa a ansiedade e a diminuição do humor. Acresce o fato de que se a pessoa de forma recorrente passar a refletir sobre isso, irá sedimentar uma estrutura mental fundamentada na negatividade. Pouco a pouco, dia após dia, vamos construindo o nosso mundo interno, ou seja, a forma de pensar e atitudes face ao mundo, aos outros e a nós mesmos. Os tipos de palavras, pensamentos e atitudes que vamos tendo, no sentido positivo, ou ao invés do negativo, potencia ou incapacita a nossa mente.
ALERTA: Se você verbalizar a sua negatividade, ou utilizar por diversas vezes palavras de teor depreciativo, de incapacidade irá existir uma reação correspondente no seu corpo e neste caso, serão lançados na corrente sanguínea hormônios relacionados ao stress, não apenas no seu cérebro, mas eventualmente também no cérebro de quem possa estar a interagir consigo.  Os outros ouvintes irão sentir um aumento da ansiedade e irritabilidade, comprometendo assim a cooperação e a confiança.
As palavras têm uma forte relação com os nossos pensamentos, com as nossas crenças e com a forma como nos vemos a nós mesmos. São armas poderosas ao nosso serviço. A capacidade de conseguirmos ganhar consciência do nosso diálogo interno, verbalizado ou não é extremamente importante para potenciarmos a nossa mente e consequentemente mudar a vida para melhor. Se você percebe que utiliza um discurso pessimista, negativista, derrotista e depreciativo é hora de ponderar a possibilidade de melhorar o seu diálogo interno autocrítico.

CICLOS NEGATIVOS
O pensamento negativo também é auto-perpetuador e quanto mais você se envolver no diálogo negativo, em casa ou no trabalho, mais difícil será romper este difícil ciclo. Palavras negativas, ditas com raiva, fazem ainda mais danos. Elas enviam mensagens de alarme através do cérebro, interferindo com os centros de tomada de decisão do cérebro (lobo frontal), e isso aumenta a propensão para que uma pessoa aja irracionalmente.
O medo excessivo é incapacitante, tolda-nos o raciocínio e inibe-nos muitos dos nossos comportamentos. Palavras como pobreza, doença, morte, crise, acidente, estimulam o cérebro de forma negativa. E mesmo que esses pensamentos de medo não sejam reais, outras partes do seu cérebro (como o tálamo e amígdala) reagem a fantasias ou imagens negativas, como se fossem ameaças reais que ocorrem no mundo exterior. Curiosamente, parece que estamos programados para nos preocuparmos. Talvez esta propensão para a preocupação seja um artefato de memórias antigas, herdadas de tempos ancestrais, quando havia incontáveis ​​ameaças à nossa sobrevivência.

PARA INTERROMPER ESTA PROPENSÃO NATURAL A PREOCUPAR-SE EXCESSIVAMENTE, AO PONTO DE TORNAR-SE UM INCÓMODO, DUAS ETAPAS SIMPLES PODEM SER EFETUADAS:
Primeiro, pergunte a si mesmo: “A situação é realmente uma ameaça para a minha sobrevivência pessoal?” Normalmente, não é, e quanto mais rápido você conseguir interromper a reação da amígdala (regulador emocional) de uma ameaça imaginária, mais rápido conseguirá tomar medidas para resolver o problema.
Segundo, depois de ter identificado o seu pensamento negativo (que muitas vezes opera abaixo do nível da consciência), você poderá reformulá-lo, escolhendo concentrar-se em palavras e imagens positivas. Aumentando assim, a possibilidade de diminuir a ansiedade e a depressão, e pouco a pouco diminuir também os pensamentos negativos subconscientes.

CICLOS POSITIVOS
Quando ensino aos meus clientes como mudar pensamentos negativos para pensamentos positivos, o processo de comunicação com a própria pessoa melhora, promovendo o seu auto-controle e confiança. Mas há um problema, o cérebro não responde tão prontamente aos nossos pensamentos e palavras positivas.  Eles não são uma ameaça para a nossa sobrevivência, o cérebro não precisa responder tão rapidamente como faz para palavras e para pensamentos negativos.
Para superar esse viés neural para a positividade, devemos repetidamente e conscientemente gerar tantos pensamentos positivos quanto conseguirmos. De acordo com os princípios da Psicologia Positiva, é preciso gerar pelo menos três pensamentos e sentimentos positivos para cada expressão de negatividade. Se você expressar menos de três, torna-se extremamente difícil inverter o processo. Esta ideia é reforçada por uma pesquisa de Marcial Losada com equipes corporativas, e uma pesquisa de John Gottman com casais conjugais. Fredrickson, Losada, e Gottman perceberam que se você quiser que o seu negócio e os seus relacionamentos pessoais realmente prosperem, você precisa gerar pelo menos cinco mensagens positivas para cada diálogo ou pensamento negativo que tenha, por exemplo, “Estou desapontado” ou “Isso não é o que eu esperava” contam como expressões de negatividade, tal como fazer uma careta ou um aceno de cabeça.
Nem sequer importa se os seus pensamentos positivos são irracionais, ainda assim melhoram o seu sentimento de bem-estar, felicidade e satisfação com a vida. Na verdade, o pensamento positivo pode ajudar-nos a construir uma atitude melhor e mais otimista em relação à vida.
Pensamentos e palavras positivas impulsionam os centros motivacionais do cérebro para a ação e ajudam-nos a construir a resiliência quando nos deparamos com os problemas da vida. Segundo Sonja Lyubomirsky, uma das principais investigadoras do mundo sobre a felicidade, se você quiser desenvolver uma maior satisfação ao longo da sua vida, deve regularmente envolver-se em pensamentos positivos sobre si mesmo, focar-se nas suas experiências mais felizes, relacionar-se bem com os outros, e saborear cada experiência positiva na sua vida.
E você? Como lida com seus pensamentos negativos? 

domingo, 21 de abril de 2013

O incrível poder da motivação


Se você quiser fazer as coisas acontecerem, a capacidade de motivar-se e aos outros é uma habilidade crucial. No trabalho
, em casa, e em todo o resto, as pessoas usam a motivação para obter os resultados desejados.  A motivação requer um equilíbrio delicado entre a comunicação consigo mesmo, a sua estrutura de personalidade e incentivos externos.
A motivação é, literalmente, o desejo de fazer as coisas. É o elemento crucial na definição e execução de metas. O mais extraordinário e capacitador é que você pode influenciar os seus próprios níveis de motivação e auto controle. Para que a motivação possa ser canalizada com eficácia e objetividade é necessário descobrir o que você quer.
Alguma vez você disse a si mesmo que queria fazer algo, mas depois nunca deu o passo seguinte? Talvez você quisesse perder alguns quilos, parar de fumar ou encontrar um emprego melhor. Às vezes você não termina o que iniciou, ou talvez  mesmo não comece algo que desejava, porque não sabe exatamente o que quer, por onde começar ou não acredita em si mesmo. Então, há momentos em que o seu humor ou sentimentos sobre as coisas impedem-no de prosseguir. É como se o seu diálogo interno auto crítico matasse a sua motivação.

A MOTIVAÇÃO É UM CATALISADOR PARA O SUCESSO
A motivação é vital se você quiser ter um bom desempenho. Esta força, intenção, energia, vontade ou aquilo que você lhe possa chamar vem de dentro, tem de pertencer-lhe e viver dentro de si. Ninguém vai ser capaz de influenciá-lo se você for resistente, por isso, a motivação é algo que depende de você.  Quero dizer-lhe que é possível aprender a criar e a manter o impulso durante tempos difíceis que eventualmente esteja a enfrentar. Você é a força motriz capaz de manter-se no caminho para o êxito, as outras pessoas podem ajudar, mas no final você detém o poder. Se não aprender como caminhar durante os tempos difíceis, e a enfrentar de forma tenaz as adversidades e os contratempos da vida, terá perdido antes mesmo de começar.
Às vezes, a motivação é temporária ou completamente inexistente. Você pode ter-se sentido animado para começar alguma coisa, pode ser que até tenha feito algumas coisas mas com o passar do tempo acaba por desistir.
Desta forma, porque não aprender algumas estratégias que vão permitir trabalhar sua motivação. Mantendo-a e também potencializando-a.

PRIORIZAR E FOCAR-SE OBJETIVAMENTE
Por vezes, a falta de motivação emerge da percepção de uma vida sobrecarregada. O stress está cada vez mais intenso, chegando ao ponto da nossa capacidade de resposta ser inferior aos desafios e tarefas que temos que desempenhar. Provavelmente muitas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo, vamos sentindo o desanimo quando os nossos esforços não chegam para a resolução dos problemas. Instala-se a frustração e a confusão mental. Perdemos o nosso foco naquilo que devemos dar prioridade e sentimos dificuldade em organizar o dia a dia.
Como resultado nossa indignação vai crescendo, quanto mais esforço se faz pior nos sentimos. Então o que pode ser feito? Você precisa descobrir o que é mais importante e focar-se nesse objetivo. Depois de concluída essa tarefa ou resolução do problema, deverá passar para o próximo.
Isto parece óbvio, mas a maioria das pessoas não pensa muito sobre o assunto.  É claro que numa situação de ausência de motivação, é muito difícil arranjar força para fazer algo. Mas, então como pode você propor-se a fazer algo se não se sente motivado? Não deve movimentar a sua vontade pelo sentimento presente, mas sim pela ideia daquilo que pretende alcançar. Para facilitar este processo deve ter em mente que existe a possibilidade de vir a ser bem sucedido (ver os benefícios do objetivo na sua mente). Depois, é apenas uma questão de focar a sua energia nos passos e processo que o conduzirão ao resultado pretendido. Durante o processo você pode ainda visualizar, e pensar sobre como se sentirá depois de conseguir alcançar o seu objetivo. E, é com este sentimento que a sua motivação pode aumentar e manter-se firme no caminho do resultado pretendido.

DESAPEGAR-SE DO SEU SENTIMENTO DE INCAPACIDADE
Se você se encontra num estado abatido, sentindo-se deprimido, ansioso, desesperançado ou desesperado, provavelmente tem tendência para orientar o seu dia a dia por esses sentimentos negativos que lhe sugam a motivação, energia e força de vontade.  Ao focar-se nesses sentimentos pouco a pouco a sua mente perde a noção das possibilidades que existem e foca-se apenas num cenário catastrófico e desanimado.
Se você se encontra de alguma forma numa situação parecida, digo-lhe que é possível reverter o seu processo de raciocínio e passar a orientar-se por um sentimento que lhe dê esperança. Mas, então como é que isso se faz na prática? Você deve distanciar-se daquilo que nesse momento sente (refiro-me aos sentimentos e sensação que o colocam em baixo). Não deve querer deixar de sentir aquilo que sente. Não é isso que funciona. O que é útil e eficaz é, mesmo sentido-se mal, criar uma imagem mental daquilo que você quer, como gostaria de vir a sentir-se, e visualizar-se a fazer algo que permita atingir o que deseja.
Utilize o passo anterior para reorientar o seu foco, colocando-o em sentimentos positivos e construtivos que lhe transmitam capacidade, esperança e alegria. Para isso, faça uso da sua imaginação. A ferramenta para guiar a imaginação para onde pretende é a atenção através do seu poder de foco.

MANTER O SEU OBJETIVO POSITIVO EM MENTE
Quanto mais você pensar em algo positivo, melhor a chance disso tornar-se numa realidade. Mantenha o seu objetivo na vanguarda de sua mente. Se você quer que algo aconteça, como por exemplo sentir-se bem, deve perspetivar que coisas gosta de fazer que lhe dão prazer e satisfação. Em seguida deve focar-se nisso, ter isso presente na sua mente em forma de imagens.  Construa um conjunto de lembretes. Por exemplo, colocando palavras de incentivo agendadas no seu celular, ou escrevê-las numa folha e colocar na porta do seu quarto, pode relembrar-se antes de ir deitar-se e logo pela manhã antes de sair de casa. Se é algo que você quer que aconteça, deve orientar-se em consciência e não apenas por aquilo que sente (principalmente se forem sentimentos negativos que nessa altura prevaleçam). Faça um plano para dar um pequeno passo todos os dias no sentido  de aproximá-lo da realização. Estes pequenos lembretes e ações promovem a sua motivação. Não fique frustrado com o fato de isso ainda não ser uma realidade, no entanto, continue a focar-se no quão bom será quando lá chegar.

MANTENHA RELAÇÕES SOCIAL SAUDÁVEIS
Se o seu objetivo envolve a mudança, alteração de crenças e reestruturação de pensamentos, pode ser difícil fazê-lo sozinho. Alterar hábitos, formas de pensar e de olhar o mundo, quando se está numa situação de desanimo pode parecer impossível. Procure alguém, um grupo, um conselheiro, consultor, psicólogo que possam orientá-lo e fornecer-lhe informação mais detalhada sobre como pode ser mais eficaz, positivo e reaver esperança no futuro e em si mesmo. Querer fazer tudo sozinho e desapoiado pode vir a comprovar-se como uma estratégia ineficaz.  Você pode até conectar-se com alguém que já andou por caminhos semelhantes e perguntar-lhe que estratégias seguiu.

FOCAR-SE NO POSITIVO E NÃO NO NEGATIVO
O condicionamento cultural ensina-nos a sermos críticos, mas por vezes de forma exageradamente negativa. Não pense sobre as dificuldades, reconheça-as para que possa planejar adequadamente, mas não se concentre e fixe demasiadamente nelas. Essa seria a maneira mais simples de destruir a sua motivação. Foque-se no resultado e como isso irá beneficiá-lo. Se você está procurando um emprego, por certo deve focar-se no processo de entrevista, mas isso não deve impedi-lo de pensar  na possibilidade de ser bem sucedido. Dirija a sua energia para o que você quer que lhe aconteça. Certamente a sua motivação irá aumentar e ajudá-lo a obter o que deseja.
Lembre-se ninguém nasce motivado. É com base em nossos desejos, sonhos que construímos nossos objetivos e nos tornamos, ou não motivados para alcançá-los. E você? Tem se sentido motivado para realizar seus objetivos? Compartilhe conosco sua experiência. Forte abraço!

domingo, 14 de abril de 2013

Essa tal ansiedade...


A ansiedade  é um grande mal da civilização contemporânea. Ela decorre normalmente da excitação constante em que vivemos, das situações de stress e de pressão, principalmente no âmbito profissional. A vida agitada, a velocidade dos acontecimentos, o excesso de informações, a aceleração do tempo, tudo isso estimula excessivamente o Sistema Nervoso Central, que geralmente é incitado diante de situações de perigo. Esta emoção é da mesma família do medo, distinguindo-se dele pelas motivações – no caso do medo, as causas são concretas, evidentes, enquanto no da ansiedade, todos os sintomas são gerados pela expectativa, por motivos vagos e abstratos, mais subjetivos.
Fruto de uma conexão  entre sintomas orgânicos e psíquicos, a ansiedade é inerente ao sistema biológico do homem, precedendo eventos que envolvem tensão, perigo ou apreensão. Seus sintomas são patentes e inegáveis, mas não necessitam de tratamento, pois são passageiros. Eles são desencadeados a partir de uma descarga da Noradrenalina, um neurotransmissor produzido nas glândulas supra-renais, nos lócus cerúleos e no núcleo amigdalóide. A ansiedade provoca então sinais físicos de que algo está errado, tais como taquicardiasudorese, tremores, tensão muscular, aumento das secreções urinárias e fecais, aumento da mobilidade intestinal, cefaléia, fadiga, insônia, falta de ar, sensação de desmaio, dores no peito, boca seca, dificuldades de engolir e de relaxar, um nó na garganta, entre outros.
Um estado agudo da ansiedade pode provocar um transtorno conhecido como Síndrome do Pânico, que exige tratamento específico. A ansiedade tem-se tornado companheira assídua na vida de grande parte das pessoas, dependendo da vida que elas levam, quase sempre de baixa qualidade. Infelizmente, ela pode causar um rebaixamento da auto-estima, pois o indivíduo começa a acreditar que é incapaz de realizar determinadas tarefas. A partir deste momento, ele passa a conviver também com o medo, principalmente o de errar, o que às vezes provoca uma paralisia nas ações e atitudes, impedindo-o até mesmo de tentar executar um trabalho.
Acredita-se também que acontecimentos traumáticos do passado – algo dito por alguém, uma ofensa, uma calúnia, uma ação negativa que, a partir de um dado momento, repercute na vida da pessoa atingida – podem estar nos bastidores das histórias que desencadeiam a ansiedade, representando o papel de fatores invisíveis destes distúrbios emocionais. Muitas vezes é necessário recorrer a uma terapia, aliada a um bom tratamento psiquiátrico e a outras terapêuticas complementares, para se libertar desse mal psíquico, encontrando assim um meio de superação deste desafio, e uma existência imbuída de melhor qualidade e de um constante amadurecimento mental.
Toda emoção tem na nossa vida um papel positivo e um negativo. O aspecto positivo da ansiedade é que ela exerce também a função de sinal de alerta em nosso organismo, contribuindo para a sua auto-preservação. Não deve ser considerada um estado normal, mas de certa forma é uma resistência saudável, que assim indica algo negativo ocorrendo no sistema emocional do indivíduo. Curioso observar, nesse aspecto, os animais, que também passam por esta experiência, ao se prepararem para fugir ou para lutar, meios próprios de se preservarem. O homem ainda tem lembranças impressas, na mente e no corpo, dos seus tempos de habitante das cavernas, quando vivia em estado de alerta, lutando pela sobrevivência. Desde esses tempos nem tão remotos, o Sistema Nervoso Central vivia estimulado para enfrentar os perigos, que não eram poucos.
Os riscos da sociedade atual, porém, são interpretados como preponderantes aos fatores biológicos dos antigos primatas. A ameaça de perder o status, o poder, os amores, os amigos, as possibilidades de concretizar determinados planos, a proximidade do desconhecido, do novo, e outros tantos perigos modernos, são fatores desencadeantes deste desequilíbrio emocional.
A ansiedade só não pode se tornar patológica, porque a partir deste estágio ela impede o crescimento, o desenvolvimento e o enfrentamento das dificuldades, restando ao paciente uma paralisia emocional que dificulta sua vida e bloqueia os mecanismos psíquicos de adaptação às novas situações e contextos existenciais.
E você? Como lida com sua ansiedade? Deixe sua participação e experiência!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Autoestima

Se um dia alguém fizer com que se quebre 
 a visão bonita que você tem de si,
com muita paciência e amor reconstrua-a.
Assim como o artesão recupera a sua peça mais valiosa que caiu no chão,
sem duvidar de que aquela é a tarefa mais importante,
você é a sua criação mais valiosa.
Não olhe para trás.
Não olhe para os lados.
Olhe somente para dentro,
para bem dentro de você
e faça dali o seu lugar de descanso,
conforto e recomposição.
Crie este universo agradável para si.
O mundo agradecerá o seu trabalho.

Brahma Kumaris

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Resiliência: aprenda a dar a volta por cima



Ao encarar desventuras, há quem consiga se reestruturar rapidinho. Isso é resiliência. Saiba como desenvolvê-la

Saber que dificuldades fazem parte da vida é essencial para desenvolver a resiliência. Cair e levantar. Na teoria o mecanismo parece fácil. Na prática, as coisas são bem diferentes. Ao passar por uma situação que traz sofrimento – como o término de um relacionamento, a morte de um parente querido ou uma demissão – o processo de recuperação nem sempre é simples. A sensação de desânimo e perda pode durar um bom tempo e é fácil sentir como se nada mais fizesse sentido.
Porém, há indivíduos que enfrentam grandes percalços e, mesmo assim, conseguem vencer a dor e se reestabelecer em pouco tempo. Essa habilidade em superar é chamada pela Psicologia de resiliência. O termo foi sabiamente emprestado da Física, que define a resiliência de um objeto como sua capacidade de sofrer pressão ou impacto e, depois, voltar à forma original.

Inabalável?

É bom ficar claro que resiliência não tem nada a ver com ausência de sofrimento. De acordo com George Barbosa, diretor científico da Sociedade Brasileira de Resiliência (Sobrare), nos anos 70 havia esse entendimento e os resilientes eram chamados de invulneráveis. Mas isso foi logo corrigido. “O evento está lá, é real. Mas a maneira de interpretá-lo é que faz a diferença”, diz.
Voltando à analogia com a Física, do mesmo jeito que um objeto sofre desgaste e transformação, seja por causa da perda ou do ganho de energia, as pessoas ditas resilientes lidam com medos, dores, angústia e desespero diante de experiências traumáticas. Mas elas superam o impacto e conseguem dar outro significado ao acontecimento dentro do seu contexto de vida.

Questão de perspectiva

Deve-se dizer que nos primeiros dias ou semanas depois de um trauma é extremamente normal retomar a experiência desagradável por meio de lembranças e até pesadelos. Mas, enquanto as pessoas consideradas resilientes reúnem forças para se reorganizar emocionalmente e retomar a vida normal, há uma boa parcela que leva um tempão para conseguir ficar de pé novamente.
A diferença entre os dois grupos está basicamente na maneira de interpretar o evento.
Nos resilientes, aos poucos as recordações são elaboradas e incorporadas à sua autobiografia, transformando-se em memórias que futuramente podem ser evocadas como fontes de experiência.
Já para os indivíduos vistos como mais vulneráveis, há uma maior dificuldade em reduzir os estragos causados pelo trauma. Nesses casos, um dos sintomas é ficar revivendo o acontecimento, o que resulta em muita angústia.
Há quem chegue a desenvolver quadros psiquiátricos, como depressão. Para ter uma ideia, das pessoas que são expostas ou vivem uma situação traumática, cerca de 15 a 20% desenvolvem algum transtorno psíquico.
Por trás da fortaleza
Mas, afinal, por que há indivíduos que conseguem enfrentar as adversidades com tanta desenvoltura? Segundo Barbosa, são pessoas que desde cedo aprenderam a atribuir um significado adequado às suas crenças (ou seja, sem muito rigor). Dessa forma, desenvolveram a habilidade de transitar por diversos ambientes e situações. Trocando em miúdos: são mais flexíveis. É utilizando essa característica que os resilientes acabam se tornando mais controlados, atentos, confiantes, empáticos, otimistas e carismáticos.
“Por isso são conhecidos como pessoas com maior maturidade emocional”, diz o diretor científico da Sobrare.
Por outro lado, quem é muito rígido em relação àquilo que acredita corre o risco de sofrer mais para compreender e superar os infortúnios que vez ou outra aparecem pela vida. É como se só soubessem ir para casa por uma rua e, quando essa é bloqueada, não recorrem ao jogo de cintura para procurar rotas alternativas ao contrário dos resilientes.

Virando o jogo

A boa notícia é que todo mundo pode desenvolver a resiliência e, assim, ficar mais hábil em se levantar após um tombo. Para isso, é preciso estimular algumas habilidades individuais e sociais. Inicialmente deve-se ter a percepção e a consciência de que as dificuldades fazem parte da vida de todo mundo. Isso é essencial para desconstruir o pensamento de vitimização que paralisa e adoece as pessoas.
Outro passo fundamental para avançar na trilha que leva à capacidade de superação é identificar e reconhecer os próprios limites diante de situações causadoras de estresse. Além disso, é muito importante investir em recursos que possibilitem aprofundar o conhecimento sobre si próprio. Desta forma. Almeja-se evitar o sentimento de frustração e a baixa autoestima.
Cultivar relações de amizade verdadeira é mais um fator determinante para alcançar um maior grau de resiliência, já que os amigos costumam estar à disposição para ajudar em qualquer circunstância  o que aumenta, de quebra, a autoconfiança.
Segundo Barbosa, que costuma trabalhar o desenvolvimento da resiliência, quem tiver disciplina para seguir os modelos propostos conseguirá, com o tempo, atribuir novos significados aos traumas e, assim, tornar a vida mais gostosa. “Mesmo que haja dor”, finaliza.

Exercite a superação

A seguir, George Barbosa dá algumas dicas que considera fundamentais para o desenvolvimento da resiliência. “Quem for muito sistemático em relação a todas pode ganhar a fama de chato ou metódico. Portanto, é preciso dosar a maneira com a qual se dedica a cada uma”, aconselha. Vamos lá:
  1. Tenha autocontrole diante de situações importantes para você
  2. Analise o contexto da ocasião em que se encontra 
  3. Tenha autoconfiança em sua capacidade de realizar aquilo que se propõe a fazer
  4. Desenvolva a capacidade de conquistar e manter as pessoas junto de si 
  5. Trabalhe a habilidade de ser empático
  6. Seja otimista e alimente a esperança diante de percalços
  7. Procure “ler” e entender o que se passa com o próprio corpo
  8. Tenha o exato senso de valorização da vida
Para mais informações acesse: www.sobrare.com.br

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Depressão: Tratamento psicofarmacológico ou terapia?


Na atualidade os antidepressivos são os medicamentos mais comumente prescritos, nos Estados Unidos 1 em cada 10 adultos tomam. Em Portugal a venda de antidepressivos nos últimos dez anos teve um aumento de 110%, segundo o relatório do INFARMED, e no Brasil em cinco anos a venda de antidepressivos  subiu 48%. Segundo especialistas, o aumento nas vendas desse tipo de medicamento deve-se à prescrição exagerada da “pílula da felicidade”, tanto por médicos de outras áreas quanto para pacientes sem depressão. As estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) para os próximos 20 anos não são das mais animadoras. Segundo levantamento da instituição, a depressão será, em 2020, a segunda “doença” mais prevalente do mundo.
Para as pessoas que sofrem de depressão clínica grave, estes novos fármacos têm sido uma dádiva de Deus. Para todos os outros, a imagem não é tão clara. Curiosamente, a grande maioria das pessoas que tomam antidepressivos não têm depressão profunda. Em vez disso, essas pessoas podem sofrer de ansiedade leve, angústia, humor diminuído, stress elevado, reclamando que “simplesmente não estão felizes”, sentem-se em baixo, têm um senso de culpa ou descontentamento, ou qualquer uma das centenas de outras formas de mal-estar a que podemos chamar de período de aflição.
Com a nova classe de antidepressivos chamados inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), que geralmente são pouco aditivos e têm um perfil baixo de efeito secundários, muitos médicos de cuidados primários bem intencionados sentem-se confortáveis a prescrever antidepressivos aos  seus pacientes quando estes “precisam de algo” para diminuir a sua tristeza e abatimento.  E, para mim este ato tão bem intencionado, tem muito mais de prejudicial do que de benéfico.
Sou apologista que a grande maioria das queixas de mal-estar psicológico, especialmente as que provocam disfuncionalidade no local de trabalho e nas relações intimas e sociais, necessitassem de uma abordagem conjunta entre a prescrição de medicamentos e o acompanhamento com terapia psicológica.
Na depressão grave, numa primeira fase pode ser necessário que a pessoa com depressão seja medicada com antidepressivos no sentido de reverter os sintomas físicos desagradáveis e incapacitantes. No entanto, dado que a depressão é um transtorno de humor que se relaciona com os acontecimentos da vida e com a forma como a pessoa enfrenta os seus problemas, será que a toma de antidepressivos pode ser considerado uma solução para o bem-estar e felicidade geral? Admito que não!
Muitas formas de psicoterapia diferem das abordagens que incidem exclusivamente nos medicamentos, debruçando-se sobre as causas em vez dos sintomas. Muitas terapias ensinam as pessoas deprimidas ou ansiosas novas habilidades, novas estratégias de lidar com as situações indutoras dos problemas, reestruturação de pensamentos e crenças sobre si, sobre o mundo ao seu redor, e sobre o seu futuro, que pode levar a novos padrões de comportamento. Embora não seja uma panaceia, a psicoterapia pode fornecer estratégias e métodos para mudar o pensamento das pessoas, estratégias de lidar com as situações do dia-a-dia e técnicas de redução dos sintomas físicos desagradáveis, produzindo benefícios duradouros.
Se for ensinado às pessoas deprimidas técnicas de relaxamento e competências de assertividade apropriadas, se melhorarem a sua capacidade de comunicação, e mostrar-lhes como evitar distroções negativas da realidade, certamente o seu mal-estar irá melhorar, assim como o abatimento e a desesperança.
Fato: Não há pílula que possa ensinar essas habilidades.
Mudanças de estilo de vida relativamente simples também podem fazer uma diferença significativa. Por exemplo, num estudo realizado na Duke University, um grupo de pacientes receberam um programa de trinta minutos de exercício físico três vezes por semana, que se mostrou “tão eficaz quanto o tratamento medicamentoso no alívio dos sintomas de depressão maior” numa questão de poucos dias.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Transtorno de Personalidade Histriônico


De acordo com CID 10 o Transtorno de Personalidade Histriônica (F60.4 )inicia-se  na idade adulta a apresenta uma variedade de contextos e para seu diagnóstico deve enquadrar em pelo menos cinco dos critérios abaixo:
  • Se sentir desconfortável em situações em que não é o centro das atenções;
  • A interação com os outros é muitas vezes caracterizada por um comportamento inadequado sexualmente mostrando-se sedutor ou com comportamento provocativo;
  • Exibe rapidamente emoções distintas alternando entre elas;
  • Usa consistentemente a aparência física para chamar a atenção para si;
  • Tem um estilo de discurso que é excessivamente impressionista e carente de detalhes;
  • Mostra auto-dramatização, teatralidade, exageradas na expressão das emoções;
  • É sugestionável, ou seja, é facilmente influenciado por outros, ou por circunstâncias;
  • Considera suas relações como mais íntimas do que realmente elas são.

 Tratamento para Transtorno de Personalidade Histriônica
 A Psicoterapia em diferentes abordagens pode ser uma forma eficaz de tratamento
Os indivíduos que sofrem deste transtorno são normalmente difíceis de tratar por uma multiplicidade de razões.
 Como na maioria dos transtornos de personalidade, as pessoas somente se apresentam para o tratamento quando o estresse ou algum outro fator situacional dentro de suas vidas tornou impossível sua capacidade de funcionar e enfrentar a situação.
 No entanto, em comparação com pessoas que sofrem de outro tipo de transtorno de personalidade, muito mais rápidos a procurarem tratamento e exagerarem os seus sintomas e as dificuldades de funcionamento.
 Como característica das pessoas com transtorno de personalidade histriônica, tende a ser mais emocionalmente carentes e são muitas vezes relutantes em anunciar a terapia. 
A psicoterapia de Grupo e terapia familiar geralmente não são recomendados, pois a pessoa que sofre com esse transtorno muitas vezes chama a atenção para si e exagera a cada ação e reação.
 As pessoas com transtorno de personalidade histriônica muitas vezes expressam todos os sentimentos com a mesma profundidade de emoção, desconhecendo as sutilezas dos seus próprios estados emocionais e da vasta gama disponível para eles.
A terapêutica deve ser favorável e o bom relacionamento será geralmente facilmente estabelecido com o paciente desde o início.
 O terapeuta muitas vezes é colocado no papel de salvador e pode ser constantemente solicitado para resolver e solucionar os problemas diários do paciente.
 Todo problema é normalmente expresso em um tom dramático e necessitado de ajuda pelo exagero pontuado pelo paciente.
 Muitas vezes o terapeuta será percebido como sexualmente atraente para o paciente, ou será assediado pelo paciente para buscar a atenção e ter a terapia focada em suas habilidades de conquistas.
 O terapeuta pode utilizar de técnicas que permitam o paciente confrontar com sua realidade, obter por ensaios comportamentais a estimulação da assertividade e focar os problemas de forma individualizada para encontrar soluções aceitáveis, fazendo com que o cliente tenha maior previsibilidade e consiga desenvolver sua capacidade de solução de problemas em sua autogestão.

domingo, 22 de abril de 2012

Você pode potencializar seu relacionamento - Parte IV


CUIDE DE SI
Como tenho vindo a transmitir, dar atenção ao outro, olhar para as mudanças que ocorrem, projetar-se no parceiro, aproveitar as elevadas expetativas para promover boas emoções, são tudo formas de reforçar a relação e potenciá-la para o próximo nível. No entanto, nada disto é possível de forma eficaz se você não estiver bem consigo mesmo. Para que isso aconteça é necessário investir em si mesmo, é preciso cuidar de si. Investir na sua própria vida e felicidade vai promover também o seu relacionamento.
Se você está passando por uma fase difícil, muitas vezes a coisa mais eficaz que  pode fazer é remover cuidadosamente a sua excessiva atenção da relação, por um período razoável. Descentralizar-se do outro,  do que a outra pessoa está fazendo mal, ou não está fazendo, e concentrar-se em tomar uma ação positiva na sua própria vida, em primeiro lugar. Por exemplo, na sua autoestima, autoconfiança, relação consigo mesmo, no seu trabalho, nos seus hobbies, no seu bem-estar geral.
Ao contribuir para que a sua vida seja mais satisfatória, você pode conseguir tirar a pressão excessiva do seu relacionamento como sendo a sua única fonte de felicidade. Além disso, quando você se cuida, você fortalece-se promovendo uma atitude mais positiva no relacionamento. A outra pessoa vai começar a tratá-lo de forma diferente, sem você ter feito grande coisa no seio do relacionamento. Ao mudar o seu foco e a sua energia de volta para você, isto permite capacitar-se, renovar-se e injetar esse animo de volta na relação.
Quando você opta por dizer obrigado, quando fornece apoio invisível, ou expressa um apelido bobo, as emoções de positividade emergem e fazem sentir-se num retorno de bem-estar no relacionamento. Não se esqueça, os pequenos gestos importam bastante. Presentes caros e exóticos e férias de sonho são agradáveis e bem-vindas, mas não são tão significativas a longo prazo, como ações simples, como ter tempo para notar uma roupa nova ou aplaudir o sucesso de um parceiro. A positividade expande a sua consciência, gerando mais atitudes positivas, mais entendimento, mais envolvimento, mais valorização, e mais confiança. Pequenas ações ajudam a construir um reservatório de boa vontade que irá manter o seu relacionamento a bom ritmo.
Dica: As oportunidades para encher o reservatório da boa vontade e emoções positivas, dependem de si. Dependem do quanto você que fazer coisas para contribuir para a saúde do seu relacionamento.  Não deixe de investir em si, no outro e no seu relacionamento.

O QUE AMBOS QUEREM É IMPORTANTE PARA A UNIÃO SAUDÁVEL
De acordo com a Teoria da Troca Social que é uma perspectiva dentro da psicologia social que descreve as relações humanas (Kelly & Thibaut, 1978; Thibaut & Kelly, 1959). Essencialmente, de acordo com a teoria, a estabilidade de todas as relações são o resultado de cada decisão individual sobre o seguinte:
A relação entre custos e benefícios: O saldo do que nós colocamos na relação contra o que recebemos dela.
O nível de satisfação: Como o relacionamento se compara às expectativas que cada um de nós acha que devemos ter.
O grau de dependência: As nossas chances de ter um melhor relacionamento com uma pessoa diferente.
Assim, formamos relacionamentos com as pessoas que dão tanto para nós como nós damos a eles (rácio), tratam-nos de acordo com as nossas expectativas (satisfação), e são as nossas melhores alternativas no momento e local (dependência). Mas, o outro faz os mesmos cálculos sobre nós. Assim, os rácios, satisfação e dependência influenciam os relacionamentos. Os desejos e necessidades de ambos os parceiros interessam para o bem-estar no relacionamento.
Este cenário não é muito ”romântico”, mas essa é a essência desta perspetiva. Os relacionamentos (de amigos-com-benefícios para o casamento) são um processo de troca no núcleo. Quando uma relação é um bom negócio para ambos os parceiros, eles ficam juntos e estabelecem laços duradouros. Quando não é, pelo menos, um eventualmente escolhe ir para outro lugar.

6 DICAS PARA FORTALECER O ENTENDIMENTO E AS TROCAS SAUDÁVEIS
Baseado na Teoria da Troca Social, apresento algumas dicas:
1) Descubra o que você quer. Tudo começa com você. Algumas pessoas realmente passam por cima desta etapa. Ficam tão embrulhadas em “encontrar o amor” ou “agradar aos outros” que se esquecem de descobrir o que querem num relacionamento.Você tem uma palavra a dizer sobre o seu relacionamento, tem opção de escolha. Você pode ter uma ideia do que pretende. No entanto, você também não precisa ficar obcecado sobre cada pequeno detalhe. Construa uma ideia geral do que você gostaria de melhor num parceiro. Como você gostaria que ele se comportasse? O que você gostaria que ele fizesse? Como gostaria que ele o tratasse? Que tipo de relação você está procurando? Tire um momento (ou mais) e tente descobrir isso. Mesmo que você já esteja a ter um relacionamento.
2) Decida o que você vai dar em troca. Não existe tal coisa como investir em algo para nada. O namoro e os relacionamentos não são excepção. Então, o que você está planejando dar ao outro. Como está pensado em potenciar o relacionamento e o seu parceiro? Seja honesto, não se subestime nem exagere acerca de si mesmo. Pense em todos os pontos fortes, os benefícios e qualidades positivas que você tem para compartilhar com um parceiro ou com o seu parceiro. Construa uma ideia do que você está disposto a compartilhar, a abrir mão e da forma de envolvimento e dedicação que está disposto a expressar.
3) Verifique as suas expectativas. Dê uma boa olhada no que você quer, versus o que você está disposto a dar. Será que combinam? É um objetivo realista? Tal como expliquei anteriormente, as expetativas podem ser utilizadas de forma positiva e construtiva a favor do parceiro e consequentemente da relação. No entanto, é preciso analisar as suas expetativas, principalmente face ao que você acha que consegue fazer e dar ao relacionamento.
4) Conheça o que o seu parceiro quer. É importante levar em consideração o que o seu potencial parceiro ou o atual quer, os seus ideias, os seus desejos, visões, sonhos, entre outros.
5) Avalie as suas opções. Nem sempre as coisas correm bem entre os parceiros. Mas se você está seguro que vale a pena, que é a pessoa com quem está ou quer vir a estar que tem o potencial que julga ser necessário para construir um relacionamento sólido, avalie as suas opções. Quer dar-se bem, investir na outra pessoa, fazer algumas cedências, discutir alguns assuntos, são alguns dos caminhos construtivos a poder escolher. Qualifique  e avalie a sua relação, não de forma taxativa, mas de forma simples. É importante ter uma noção do que gosta e do que pretende melhorar, para depois tomar boas decisões. Por vezes é preciso negociar um pouco e ver o que funciona. É uma boa opção? Você pode fazer um acordo? É um abordagem ganha-ganha? Veja quais são as opções que a “troca entre parceiros” lhe parece.
6) Escolha uma opção ou reavalie o seu plano. Se você encontrar uma boa estratégia para ambos, siga em frente. Especialmente quando a relação é justa, satisfatória, e encontram a melhor alternativa para ambos. No entanto, se você não gosta das suas opções, então é hora de repensar os passos acima descritos. Reveja-os novamente. O que você quer é um pouco irrealista? Você precisa dar um pouco mais para conseguir o que você realmente quer? Você precisa tentar uma nova abordagem?
Dica: Repita, refine e refaça o processo. Eventualmente, você vai encontrar uma conexão (ou vários) que funciona.
DESEJO-LHE BOAS ATITUDES, E UM BOM RELACIONAMENTO!

sábado, 21 de abril de 2012

Você pode potencializar seu relacionamento - Parte III


PERCEBA O QUE HÁ DE NOVO NO SEU PARCEIRO
Sermos surpreendidos de forma construtiva pelo parceiro é vital para sustentar e promover as emoções positivas no relacionamento. Mas, para ser surpreendido, primeiro você tem que prestar atenção. O problema é que a maioria de nós vamos ficando tão familiarizados com o nosso parceiro, que corremos o risco de deixarmos de reparar nele. Mas o fato de você parar de olhar e de reparar em coisas novas não significa que ele tenha parado de mudar. É apenas a ilusão de estabilidade que nos leva a concluir que os nossos parceiros são fixos, como se fossem entidades estáticas. Com se já não existisse nada para descobrir ou que se possa olhar de forma curiosa.
Por vezes, constrói-se uma imagem mental do outro, esta passa a ser confortável, e mantêmo-la. Isto pode ser devastador. Tudo muda, nós mudamos, nós aprendemos, nós crescemos e desenvolvemo-nos. E por certo, o seu parceiro também. Quando chegamos ao ponto de julgarmos que conhecemos o outro tão bem que já não vale a pena prestarmos mais atenção a ele, é como se o outro deixa-se de ser visto. Criamos uma “cegueira mental” em relação ao parceiro, deixando de reparar nele e nas suas novidades e alterações.
Olhar para o parceiro com elevado crédito, como alguém dinâmico, interessante e em constante crescimento pode ser promotor de um relacionamento ativo, construtivo e desafiador.
Portanto: Dedique algum do seu tempo para notar ativamente as diferenças no seu parceiro. Procure cinco coisas que são diferentes desde a última vez que você olhou para ele. Essas diferenças podem ser tão simples quanto uma gravata nova e tão profunda como uma mudança de crenças espirituais.
Este exercício de “consciência atenta“, aumenta o nosso compromisso com o parceiro. Permite que se construa um envolvimento entre ambos, permite que o outro perceba na prática o quão é levado em consideração. Permite conhecer um pouco mais o mundo do outro, e que se quisermos podemos tentar entender o entusiasmo do outro por determinada atividade. Experimente reparar mais no seu parceiro, envolver-se mais com ele, nas suas escolhas, nos seus interesses, e até mesmo nas suas dificuldades. Por certo crescerá um maior interesse, envolvimento e muitas coisas novas irão ser descobertas e valorizadas.

FORNEÇA APOIO EM SEGREDO
Certamente o apoio explicito torna-se importante de realizar quando o outro anda stressado, com problemas e a necessitar de ajuda. No entanto, por vezes este sentido de obrigação pode conduzir ao lado mais negro do suporte. Pode levar à análise e comparação, pode conduzir ao sentimento de ingratidão por parte do outro. Como se não se estivesse a fazer senão a nossa obrigação. O que leva ao aumento de stress entre ambos, isto porque o que dá suporte pode ver como uma obrigação, e o outro pode ver como um compromisso.
Não quero ser taxativo e dizer que o apoio mais eficaz é o ”invisível”. Ambos são necessários. Mas certamente o mais promotor de bem-estar entre o casal, é o apoio secreto, é o apoio de envolvimento e de compaixão. Os atos escondidos de bondade, como por exemplo, alegrar o dia de seu companheiro, especialmente quando ele ou ela está passando por um momento desafiador podem ser tremendamente restauradores. Então, ao invés de fazer grandes gestos, tente encontrar maneiras subtis para tornar a vida do seu parceiro mais fácil. Coloque a bebida preferida na geladeira ou arrume o espaço de trabalho que se encontra desordenado. Ser solidário secretamente e por vontade própria é uma boa maneira de exercitar a sua atitude positiva, mesmo a uma pequena escala.

REFORCE E RENOVE O CONTATO COM O SEU PARCEIRO
O mimo, o carinho e o sexo regular fazem maravilhas para a satisfação  e bem-estar no relacionamento. Mas para os casais cuja vida sexual está parada, o carinho e o mimo já são apenas miragens, mesmo apenas um pequeno toque ou gesto carinhoso pode fazer a diferença.
Um simples “toque atencioso”, em que os parceiros se tocam suavemente no pescoço, ombros e mãos, aumenta a oxitocina, uma hormona que facilita a ligação, e reduz a pressão dos parceiros diminuindo os níveis de stress fisiológico. Cultivar a consciência do sentido corporal e perceber a necessidade que todos nós temos do toque é essencial como promotor da conexão entre os parceiros. Não só para um bom relacionamento sexual, mas durante toda a convivência. Por outras palavras, você pode colher os benefícios da proximidade física, mesmo quando não tem tempo ou energia para uma intimidade muito ativa. Apenas um abraço rápido ou um toque carinhoso pode impulsionar o seu humor e a sua conexão com o seu companheiro.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Relacionamento precisa de manutenção - Parte I

Tenho recebido diversas mensagem solicitando dicas de como melhorar o relacionamento. Textos enviados por homens e mulheres que desejam alcançar um relacionamento mais saudável. Ressalto que a busca de informações sem sombra de dúvidas é um importante passo para alcançar essa felicidade. Portanto, decidi criar esta tag intitulada "Relacionamento precisa de manutenção".  Diversos são os comportamentos apresentados pelo casal como problema. Desta forma, formulei pautados nas mensagem mencionadas algumas dicas.
Aproveito para reforçar o valor da Psicoterapia destinada ao casal. Este é um instrumento técnico-científico de grande valia para auxiliar casais que estejam passando por sérias complicações na vida a dois. Fica então minha dica e espero que gostem! Aproveitando não deixem de comentar.

SEJA GRATO
Agradecer o seu parceiro parece simples, mas a gratidão pode fornecer a dose diária de incentivo que o mantém motivado a longo prazo. A gratidão ajuda a lembrar-nos das boas qualidades dos nossos parceiros. Não só a gratidão mas também o reconhecimento. Saber agradecer, elogiar, reconhecer ações, vincar atitudes, e reconhecer virtudes no parceiro permite reforçar o envolvimento do relacionamento saudável e criar emoções fundamentadas.
Alguns estudos revelam que os casais que coabitam, nos dias em que um  dos parceiro expressa mais gratidão, o outro sente-se mais satisfeito com o relacionamento. Na azáfama do dia-a-dia e dos enormes afazeres, as distrações são enormes, corremos o risco de “adormecer” na relação e dar o parceiro como garantido. Com se não fosse necessário dizer mais nada hoje do que já foi dito ontem. Estes esmorecer emocional e até mesmo de envolvimento pode contribuir para esfriar o relacionamento.
Mas a gratidão pode funcionar como uma dose de reforço, injetando emoções positiva no relacionamento. Expressar a gratidão é um combustivel para o bom desenvolvimento dos relacionamentos. Claro que essa gratidão tem de ser genuína. Tudo é um hábito, e estes podem ser desenvolvidos, treinados e aperfeiçoados. E a gratidão também.
No entanto, e como as palavras e o diálogo têm um enorme poder e impacto na forma como fazemos passar a mensagem, é preciso ter alguns cuidados acrescidos e sermos criteriosos. Dou exemplo de algumas frases:
Gratidão de impacto negativo: Obrigado por fazer o jantar, eu estava realmente com fome
Gratidão de impacto positivo: Você é um grande cozinheiro, foi tão gentil da sua parte ter cozinhado para mim
Nem todos temos a mesma forma de nos expressarmos. E na expressão de gratidão é importante que no conteúdo do discurso a outra pessoa seja o alvo da gratidão. A expressão de gratidão deve focar-se na outra pessoa. Certamente ela irá sentir-se bem, podendo emergir sentimentos de reconhecimento dos seus valores, esforços, caraterísticas, entre outros.  Promove-se os bons sentimentos no parceiro, e consequentemente um reforço nos laços emocionais entre ambos.

PROMOVA A ALEGRIA E O GOZO
A alegria e a boa disposição podem ser uma das primeiras vítimas de uma vida ocupada. Quando a sua vida consiste recorrentemente em trabalho, pagar contas, arrumar a casa e dormir, e todo um conjunto de coisas de ordem rotineira, o tempo para a diversão e gozo podem desaparecer de um relacionamento. É primordial manter viva a alegria, divertindo-se, brincando, usando linguagem e expressões de cumplicidade que expressem bom humor.
Você pode pensar que a comunicação sincera e analítica é a melhor maneira de lidar com um problema sério. Dacher Keltner no seu livro, Born to Be Good: The Science of a Meaningful Life, diz que os casais que utilizam o bom humor no calor de um conflito sentem-se mais ligados após os acontecimentos. Quando ele encenou uma discussão de um conflito no seu laboratório e comparou os casais que se comunicavam de forma direta e lógica, com os que usavam o conflito, ele descobriu que os casais que gracejam são mais felizes e alcançam resoluções mais pacíficas.
Utilizar o sentido de humor de forma sensata pode ser uma estratégia que se comprova muito eficaz para lidar com algumas das situações difíceis que todos nós enfrentamos nos relacionamentos. Mesmo apelidos e expressões “bobos” podem ajudar a transformar alguns dos conflitos em trocas pacíficas.
Lembre-se de brincar: Graceje de forma lúdica, não hostil, use sinais não-verbais que transmitem que você está-se divertindo. Por exemplo, usando uma expressão facial tola ou uma mudança de tom de voz.
  

Você pode potencializar seu relacionamento - Parte II


APROVEITE E POTENCIE AS BOAS NOTÍCIAS
Procuramos o apoio do nosso parceiro quando enfrentamos tempos difíceis, mas a forma como os casais durante os bons momentos se reforçam joga um papel tremendamente importante na estabilidade e florescimento do relacionamento. Os Parceiros que respondem entusiasticamente aos sucessos do outro, fazendo perguntas, dando elogios, e incentivando-se mutuamente, relatam maior satisfação do relacionamento ao longo do tempo.
A saber: A capacidade de um casal para ”capitalizar” os bons momentos e para celebrar os eventos positivos, ficam numa situação vantajosa para enfrentar os momentos em que se debatem com eventos negativos.
Quando algo de bom acontece ao seu parceiro, como uma promoção, um elogio de um colega de trabalho, ou mesmo uma grande gargalhada de alguém que gostou de uma piada que disse, aproveite a oportunidade para reforçar o acontecimento. Você não precisa de um grande evento como “desculpa” para potenciar o outro.

USE AS EXPETATIVAS  ELEVADAS A SEU FAVOR
Podemos ter algumas reticências em colocar o companheiro num pedestal, mas na verdade, os que promovem esse tipo de atitude e comportamento vêem retorno positivo no seu relacionamento. Manter-se neutro na elevação do companheiro, ou ao invés depreciá-lo, criticá-lo duramente ou fazer dele a razão de grande parte dos problemas do outro, não é por certo algo que possamos considerar como construtivo.
Todos sofremos influências e somos influenciados, em Psicologia podemos chamar a este fenómeno de efeito pigmaleão. Se você transmitir uma boa imagem do seu parceiro, se espelhar satisfação e o reforçar nos comportamentos adequados, existe uma elevada probabilidade de o influenciar positivamente. Atenção que ao referir-se à palavra “influenciar” não pressuponho manipulação indevida, mas sim promoção e construção de emoções positivas e realce dos valores e virtudes.
Se você valoriza avaliar e analisar aos seus olhos as outras pessoas, incluindo o seu parceiro, pode ser hora de relaxar um pouco e concentrar-se no que você gosta no seu parceiro. Focando-se nas suas expetativas elevadas, e olhando através de uma lente composta de flexibilidade de pensamento, pode ajudar a construir uma imagem genuinamente positiva ao longo do tempo.

ENCONTRE O SEU “EU” IDEAL NO SEU PARCEIRO
Os casais mais felizes e com melhor entendimento fazem sobressair o melhor de si. Mas quando os parceiros se assemelham mais a cada um dos outros nos seus ideais, os casais saem-se melhor, elevam o benefício para a relação oferecida pelo quão semelhantes são.
Alguém que descreve o seu eu ideal, como estando em boa forma física, por exemplo, pode ser feliz com um atleta disciplinado, alguém que deseja ser mais criativo pode prosperar com um parceiro artístico. Caryl Rusbult, um pesquisador da Universidade Vrije, em Amesterdão chamou-o “efeito de Michelangelo“, referindo-se à maneira pela qual os parceiros “esculpem-se” um ao outro de forma a ajudá-los atingir os objetivos valorizados por cada um deles.
Então, tente listar os seus objetivos pessoais. Pense sobre as qualidades que você mais gosta no seu parceiro. Depois verifique se há sobreposição entre o que você aspira ser ou conquistar e os aspectos do seu parceiro que você aprecia mais. Em seguida, solicite ao seu parceiro para ajudá-lo a melhorar nos domínios que mais interessam a você. Este pequeno exercício pode permitir que você se aproximar do seu ideal, mas também pode promover a aproximação ao seu parceiro.