domingo, 30 de junho de 2013
Pílulas anti estresse
domingo, 14 de abril de 2013
Essa tal ansiedade...
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Depressão: Tratamento psicofarmacológico ou terapia?
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Transtorno de Personalidade Histriônico
- Se sentir desconfortável em situações em que não é o centro das atenções;
- A interação com os outros é muitas vezes caracterizada por um comportamento inadequado sexualmente mostrando-se sedutor ou com comportamento provocativo;
- Exibe rapidamente emoções distintas alternando entre elas;
- Usa consistentemente a aparência física para chamar a atenção para si;
- Tem um estilo de discurso que é excessivamente impressionista e carente de detalhes;
- Mostra auto-dramatização, teatralidade, exageradas na expressão das emoções;
- É sugestionável, ou seja, é facilmente influenciado por outros, ou por circunstâncias;
- Considera suas relações como mais íntimas do que realmente elas são.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Estresse no trabalho e os agentes estressores psicossociais
O tipo de desgaste à que as pessoas estão submetidas permanentemente nos ambientes e as relações com o trabalho são fatores determinantes de doenças. Os agentes estressores psicossociais são tão potentes quanto os microorganismos e a insalubridade no desencadeamento de doenças. Tanto o operário, como o executivo, podem apresentar alterações diante dos agentes estressores psicossociais.
O desgaste emocional a que pessoas são submetidas nas relações com o trabalho é fator muito significativos na determinação de transtornos relacionados ao estresse, como é o caso das depressões, ansiedade patológica, pânico, fobias, doenças psicossomáticas, etc. Em suma, a pessoa com esse tipo de estresse ocupacional não responde à demanda do trabalho e geralmente se encontra irritável e deprimida.
Um dos agravantes do Estresse no Trabalho é a limitação que a sociedade submete as pessoas quanto às manifestações de suas angústias, frustrações e emoções. Por causa das normas e regras sociais as pessoas acabam ficando prisioneiras do politicamente correto, obrigadas a aparentar um comportamento emocional ou motor incongruente com seus reais sentimentos de agressão ou medo.
No ambiente de trabalho os estímulos estressores são muitos. Podemos experimentar ansiedade significativa (reação de alarme) diante de desentendimentos com colegas, diante da sobrecarga e da corrida contra o tempo, diante da insatisfação salarial e, dependendo da pessoa, até com o tocar do telefone. A desorganização no ambiente ocupacional põe em risco a ordem e a capacidade de rendimento do trabalhador. Geralmente as condições pioram quando não há clareza nas regras, normas e nas tarefas que deve desempenhar cada um dos trabalhadores, assim como os ambientes insalubres, a falta de ferramentas adequadas.
Fatores intrapsíquicos (interiores) relacionados ao serviço também contribuem para a pessoa manter-se estressada, como é o caso da sensação de insegurança no emprego, sensação de insuficiência profissional, pressão para comprovação de eficiência ou, até mesmo, a impressão continuada de estar cometendo erros profissionais. Isso tudo sem contar os fatores internos que a pessoa traz consigo para o emprego, tais como, seus conflitos, suas frustrações, suas desavenças conjugais, etc.
O extremo oposto, ou seja, ter uma vida sem motivações, sem projetos, sem mudanças na ocupação ao longo de muitos anos, sem perspectivas de crescimento profissional, assim como passar por período de desocupação no emprego também pode provocar o mesmo desenlace de Síndrome de Burnout. Mesmos sintomas podem surgir em ambos casos, ou seja, falta de autoestima, irritabilidade, nervosismo, insônia e crise de ansiedade, entre outros.
Falta de Estímulos
A falta de estímulos também pode resultar em estresse patológico e doença. O risco de ataques cardíacos, por exemplo, são significativamente maiores nos dois primeiros anos após a aposentadoria. Nesses casos a condição associada ao estresse costuma ser o tédio, a sensação de nulidade e/ou a solidão, portanto, a falta ou escassez de solicitações também proporciona situações estressoras.
Ruído
O ruído excessivo pode causar estresse pela estimulação do Sistema Nervoso Simpático, provocando irritabilidade e diminuindo o poder de concentração. Dessa forma, o ruído pode ter um efeito físico e/ou psicológico, ambos capazes de desencadear a reação de estresse. Este fator estressante pode produzir alterações em funções fisiológicas essenciais, como é o caso do sistema cardiovascular.
Alterações do Sono
O contínuo atraso do sono pelos horários de trabalho, viagens e variações do rítmo das atividades sociais, facilitadas pelo uso da luz elétrica e atrações noturnas, pode levar à insônia e, conseqüentemente ao estresse. Na síndrome de fusos horários das viagens internacionais, recomenda-se não tomar decisão importante ou não competir antes da readaptação fisiológica.
Falta de Perspectivas
A esperança, perspectiva ou expectativa otimista é uma das motivações que mais aliviam as tensões do cotidiano. Saber (ou achar) que amanhã será melhor que hoje, ou o mês que vem melhor que este, ou ano que vem será bem melhor, etc, são sentimentos que aliviam e minimizam a ansiedade e a frustração do cotidiano.
Mudanças Constantes
Esse assunto merece considerações mais amplas. As necessidades de mudanças podem ser comparadas a um ciclo vicioso; o momento presente está quase sempre exigindo mudanças, essas mudanças acabam trazendo novos problemas. Esses problemas despertam novas soluções, as quais passam a exigir novas mudanças e assim por diante.
Mudanças determinadas pela empresa
Esses tipos de mudanças podem ser determinadas por uma nova chefia ou devido à nova orientação geral da empresa, seja por causa de alguma fusão ou aquisição da empresa. Normalmente esse tipo de mudança pode gerar muita insegurança, inicialmente.
Ergonomia
O conforto humano em seu trabalho deve ser sempre considerado, em se tratando de estresse. Como enfatizamos sempre, não devemos privilegiar apenas as razões emocionais em relação ao estresse, por ser este uma alteração global do organismo (não apenas emocional).
domingo, 16 de outubro de 2011
Obesidade e a importância da Psicologia

A obesidade hoje em dia atinge cerca de um terço da população mundial e por isso é chamada de “epidemia” do terceiro milênio. No Brasil, 36% da população é obesa ou está acima do peso, segundo o IBGE. Esses dados são alarmantes porque a obesidade está associada com várias doenças, como o diabetes, a hipertensão arterial, doenças cardiovasculares (que levam, por exemplo, a derrame cerebral), lesões articulares e maior risco de certos tipos de câncer.
Assim, a obesidade é um problema médico sério. Suas causas são múltiplas, envolvendo fatores genéticos, metabólicos, comportamentais, culturais e sociais. Infelizmente a obesidade costuma ser tratada de forma inadequada porque vem sendo, há muito tempo, entendida como resultado de distúrbios psicológicos ou problemas morais.
O obeso vem sendo visto “como uma pessoa de baixa auto-estima ( só alguém que se odeia pode ficar assim deformado ), com limitações intelectuais ( deve ser burro... sabe que se comer tanto engorda, mas mesmo assim se entope de comida ), com mau funcionamento mental ( é muito ansioso: come para descontar a angústia , troca o afeto por comida , em vez de ter uma vida sexual adequada, sublima seus desejos através da comida ), covarde ( se esconde por trás daquela capa de gordura ) e egoísta ( fica deste tamanho para ocupar mais espaço no mundo )”. Pensava-se também que haveria uma personalidade típica dos obesos ou que eles não teriam personalidade, ou ainda, que seriam preguiçosos. Mas isso não é verdade.
Todas essas idéias não têm a menor base científica e contribuem para o grande estigma social que traz estresse e sofrimento aos obesos, comprometendo sua qualidade de vida.
Os empregadores, por exemplo, relutam em contratar pessoas gordas. Em uma pesquisa realizada nos EUA, 16% dos empregadores disseram que não contratariam mulheres obesas. Os candidatos obesos de ambos os sexos são descritos como "menos competentes, menos produtivos, desorganizados, indecisos e inativos." Além disso, os obesos recebem salários menores que não obesos nos mesmos cargos.
Mesmo entre crianças o preconceito contra a obesidade é marcante e as crianças obesas são segregadas pelas demais. Em outro estudo norte-americano foram mostradas para várias crianças fotografias de uma criança obesa e de outras crianças com problemas físicos e deformidades. Pediu-se, então, que apontassem qual das fotos a mais difícil de se gostar e qual criança que não queriam ter como amiga. A mais escolhida foi a foto da criança obesa. A explicação dada pela mairoia do grupo foi que enquanto as demais crianças eram vítimas de um infortúnio, a obesa era responsável por seu próprio problema . Logo era alguém com atributos negativos. Pesquisas semelhantes realizadas com adultos obtiveram resultados semelhantes.
Não é difícil, portanto, entender que os problemas que os obesos enfrentam no dia a dia em função do seu tamanho, podem levar ao aparecimento de sintomas ansiosos e depressivos. A presença de distúrbios emocionais não é necessária para o aparecimento da obesidade.
Os obesos não são pessoas mais complicadas ou comprometidas que as demais. Pessoas obesas que estão em tratamento apresentam mais sintomas depressivos, ansiosos e de transtornos alimentares. Quanto mais grave a obesidade, maiores os níveis de psicopatologia. Ou seja, a obesidade é a causa dos transtornos psicológicos e psiquiátricos e não a conseqüência dos mesmos.
A presença de problemas psicológicos decorrentes da obesidade pode influenciar de forma negativa no resultado dos tratamentos para redução de peso. Por isso, é fundamental que eles sejam diagnosticados e tratados de forma responsável e séria por profissionais capacitados (psiquiatras e psicólogos).
Dentre os distúrbios psíquicos relacionados à alimentação, o mais freqüente entre obesos é o transtorno do comer compulsivo, também chamado Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica (TCAP). Está provado que mais que 30% dos indivíduos que buscam tratamento para obesidade têm TCAP; alguns trabalhos chegaram a encontrar taxas de 50%. Cabe ressaltar que 95% dos indivíduos com TCAP também têm depressão(1). Um outro padrão alimentar alterado igualmente freqüente em pacientes obesos é a Síndrome do Comer Noturno que se caracteriza por hiperfagia (isto é, exagero alimentar) noturna, insônia e anorexia matinal.
Fica clara, assim, a importância da psiquiatria e da psicologia na luta contra a obesidade.
Pense bem: como uma pessoa que come compulsivamente, que está deprimida ou que tem hiperfagia noturna vai conseguir seguir um plano alimentar?
Não se deixe enganar: tratamentos mágicos, que não consideram estes aspectos, não podem ter sucesso. Indivíduos obesos que já tentaram inúmeros tratamentos podem ser tentados a experimentar dietas, medicamentos ou preparações que alegam promover perda de peso rápida e de grande monta. Com isso caem em mãos de pessoas ou empresas antiéticas e vão perder tempo, dinheiro e o que é pior, a esperança de melhorar. O tratamento bem sucedido da obesidade, além de envolver o manejo das questões clínicas, nutricionais e de atividade física, tem que passar, necessariamente, pela abordagem psicológica.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Transtorno Bipolar

sexta-feira, 9 de julho de 2010
Previsão do suicídio por meio de exame cerebral
Nos últimos cinco anos, um número crescente de estudos tem apontado para o risco, mesmo que raro, de pensamentos suicidas que podem acompanhar tratamentos com antidepressivos.
Atualmente, a monitorização cuidadosa é a única opção clínica, mas uma nova técnica, que mede e analisa a atividade elétrica do cérebro, pode prever que as pessoas possam ser mais suscetíveis ao suicídio induzida por antidepressivos.
Apesar de rara, a gravidade do risco de suicídio foi o suficiente para motivar a Food and Drug Administration (FDA) a colocar uma "tarja preta" de advertência nos rótulos de vários antidepressivos.
Para identificar indivíduos de alto risco, os pesquisadores do Laboratório de Cérebro, Comportamento e Farmacologia na Universidade da Califórnia estão usando uma abordagem chamada eletroencefalografia quantitativa (EEGq).
Os neurologistas usam freqüentemente EEG para diagnosticar doenças como a epilepsia ou lesões cerebrais. A inovação do EEGq é seu uso em conjunto com um algoritmo ma
temático para transformar os resultados em um mapa do atividade cerebral.
No EEG, o paciente usa touca de eletrodos colocados em vários locais em todo o couro cabeludo, cada qual mede a atividade elétrica proveniente do cérebro naquele ponto específico.
A pesquisa está usando este EEG quantitativo para determinar como os diferentes cérebros dos indivíduos respondem aos antidepressivos diferentes, tentando encontrar marcadores mais precoces que indicam se uma nova terapia seja eficaz.
Mas, além de eficácia, a pesquisa da psicólogo Aimee Hunter também está interessada nos efeitos colaterais, uma vez que estes muitas vezes aparecem muito antes que qualquer melhora no humor. Um dos efeitos colaterais pode ser a ideação suicida.
Imagem abaixo mostrando áreas com baixa atividade (maior risco de suicídio).
Um estudo anterior de Hunter mostrou que pacientes em uso de antidepressivos que indicaram um aumento da ideação suicida também mostraram uma diminuição drástica da atividade em uma região cerebral denominada córtex frontal médio-lateral apenas 48 horas após o início dos remédios, mas depois de uma semana, os dois grupos foram praticamente idênticos novamente.
Esta poderia ser uma evidencia de um prenúncio de resposta no futuro.
Outras técnicas que poderiam prever a resposta de um paciente aos antidepressivos são extremamente caros, e não práticas para o uso generalizado. Mas uma máquina de EEG é algo que cada médico, em especial o psiquiatra, poderia ter no escritório para quantidades relativamente pequenas de dinheiro.
Apesar de este estudo ser um passo na tentativa de personalizar o tratamento antidepressivo, ainda assim o agravamento da ideação suicida não é um evento freqüente, acontecendo em menos de 10 por cento das pessoas. Assim, serão necessários mais dados para conclusões
terça-feira, 22 de junho de 2010
Mau humor pode ser doença
O quadro de Distimia pode ocorrer desde a infância. Entretanto, estudos comprovam ser m
A incidência geral na população é cerca de 3%. Para cada homem distímico existem cerca de três mulheres.
Mas como identificar a Distimia?
Os sintomas vão além do mau humor, ou humor triste de forma persistente. A pessoa pode sentir o apetite aumentado ou diminuído, insônia ou muita sonolência, sensação de baixa energia e cansaço, baixa auto-estima com a sensação com não ter valor ou ser incapaz, apresentando ainda dificuldade de concentra-se ou em tomar decisões bem como a sensação de falta de esperança na vida e em projetos. Não necessariamente todos estes sintomas devem estar presentes, mas são comumente identificados nos pacientes que manifestam esta psicopatologia.
O que se desenvolve essa doença?
Ela é causada por um conjunto de fatores, como relações familiares complicadas na infância; pais abusivos, agressivos, e distímicos. A probabilidade aumenta em famílias que tenham mais membros que sofram de depressão, pânico ou outras patologias ligadas a Distúrbios de metabolismo de Serotonina
Como se trata a Distimia?
O tratamento para esta psicopatologia abrange tanto o acompanhamento medicamentoso como o psicoterápico. A medicação utilizada para este fim pertence a classe dos antidepressivos. Faz-se necessário que havendo comorbidade com outras patologias as mesmas também serem tratadas. No que tange a esfera da Psicologia a mesma se faz fundamental. Indico aqui, a abordagem Comportamental com ênfase na família. O tratamento portanto, tem como principal objetivo romper com o círculo vicioso da psicopatologia: melancolia> espírito de reclamação> amizades reclamonas> isolamento social> feed backs negativos> baixo astral> depressão. A melhora, com a medicação e a terapia provoca um círculo virtuoso: melhor astral> menos reclamações> menos isolamento> situações de vida mais reforçadoras> feed backs positivos> estímulo para uma vida com mais qualidade.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Estresse: o mau da civilização moderna

Mudadas as condições ambientais em que vivemos e produzimos (processo civilizatório) o comportamento de reação também se modificou. Ao invés de nos refugiarmos em cavernas e utilizarmos a tocha de fogo para afugentar o animal que nos atacava, começamos a traçar estratégias, mecanismos que nos permitiram banir o medo e dissipar os inúmeros perigos que nos ameaçam diariamente.
O lobo passou a ser o chefe, o tigre transformou-se no concorrente, a matilha virou família, o campo de guerra o trânsito e assim por diante.
Não existe atualmente nenhum âmbito da vida civilizada ou moderna que não esteja impregnado pelo estresse. A produção, a educação, o lazer, a comunicação, as relações humanas, o amor, a sexualidade e até mesmo a saúde. Esta última apenas a conquistamos se nos estressarmos para mantê-la através dos permanentes cuidados com a alimentação, prática regular de atividades físicas, terapias dentre outros.
Portanto é impossível o homem viver sem o estresse. Ele é que nos move para a produção intelectual, tecnológica, industrial e científica. Sendo assim, porque para algumas pessoas o estresse se torna prejudicial? Antes, porém, devemos destacar que o estresse pode acometer qualquer pessoa nos nas mais diversas fases do desenvolvimento humano. É importante ressaltar que o mecanismo do estresse é individual, ou seja, uma situação que para uma pessoa pode ser corriqueira, pode ser muito desgastante para outra. Isto acontece pelo fato de que cada ser humano tem um jeito de avaliar e resolver os problemas.
Os sintomas mais comuns do estresse são; tensão muscular, taquicardia, respiração acelerada, dilatação da pupila, excesso de suor, tristeza, bruxismo, dor de cabeça, diarréia, dor na coluna, sentimento de medo e agressividade, fixação sobre um determinado problema, alteração no desempenho de atividades rotineiras, perda de memória, fala desordenada dentre outros.
A seguir apresentamos algumas dicas para melhorar seu estilo de vida e diminuir seu nível de estresse.
- Orientar e treinar estratégias mais adequadas para lidar com o estresse, melhorando a qualidade de vida;
- Orientar hábitos saudáveis eliminando os fatores externos ao estresse como o excesso de ruídos e iluminação;
- Treinar posturas corretas durante o trabalho. No caso dos digitadores, evitar os punhos flexionados, estendidos ou em desvio lateral;
- Treinar a redução de movimentos repetitivos e o grau de tensão;
- Dar pausas de descanso, interrompendo a tarefa, com exercícios respiratórios e físicos ou atividades de relaxamento e descontração que compensem as posições estáticas.
Em casa
- Desenvolver atitudes positivas e mais saudáveis de bem estar emocional visando manter a auto-estima. Praticar a capacidade de relaxamento profundo através da respiração e repouso em ambientes tranquilos como ao ar livre;
- Praticar exercícios aeróbicos – caminhadas, natação, ciclismo sistematicamente;
- Não deixar que a atividade profissional domine todo o seu tempo. Disponha de tempo para lazer, inclusive os de caráter social;
- Valorizar os períodos de lazer, não transformando as férias numa maratona em busca do tempo perdido;
- Reservar um espaço para o passatempo preferido;
- Não levar para casa, os problemas do trabalho. Se o trabalho é desgastante, dedique-se em casa a tarefas que deêm satisfação;
- Ingerir alimentação balanceada, rica em fibras e em vitaminas, principalmente do complexo B, vitamina A, C e cálcio.
sábado, 10 de abril de 2010
Internet pode se tornar um vício

A Internet dispensa qualquer forma de apresentação de suas funcionalidades. De fato, além de favorecer a comunicação e a busca de informações, é uma importante ferramenta de contato social. Os benefícios decorrentes do uso dos chats (comunicadores instantâneos do tipo “MSN”, dentre outros) já são relatados por parte dos indivíduos mais tímidos e introvertidos como um importante recurso de ajuda. No entanto, juntamente com o aumento na popularidade do uso da rede mundial e dos jogos eletrônicos, surgiram relatos na imprensa leiga e na literatura científica de indivíduos que estariam “dependentes” da realidade virtual da Internet e dos jogos eletrônicos.
Muitos são os termos utilizados para definir o uso abusivo de computadores na literatura: Internet Addiction, Pathological Internet Use, Internet Addiction Disorder, Compulsive Internet Use, Computer Mediated Communications Addicts, Computer Junkies e Internet Dependency. Essa pluralidade de definições se dá, fundamentalmente, em função das diferentes áreas de atuação dos profissionais que buscam compreendê-la. São opiniões que derivam de clínicos, pesquisadores, mídia, juristas, entre outros, nas quais são levados em consideração diferentes aspectos desses comportamentos na tentativa de contextualizá-los.
A Dependência da Internet manifesta-se como uma inabilidade do indivíduo em controlar o uso e o envolvimento crescente com a Internet e com os assuntos afins, que por sua vez conduzem a uma perda progressiva de controle e aumento do desconforto emocional.
Com efeitos sociais significativamente negativos, os indivíduos que despendem horas excessivas na Internet, tendem a utilizá-la como meios primários de aliviar a tensão e a depressão, apresentam a perda do sono em conseqüência do incitamento causado pela estimulação psicológica e a desenvolver problemas em suas relações interpessoais. Além disso, os dependentes usam a rede como uma ferramenta social e de comunicação, pois têm uma experiência maior de prazer e de satisfação quando estão on-line, podendo este ser um fator preditor para a dependência.
Nesta vertente, alguns estudos consideram a sensação subjetiva de busca e/ou a auto-estima rebaixada, timidez, baixa confiança em si mesmo e baixa pró-atividade como outros fatores preditores para o uso abusivo da Internet.
Abaixo apresentamos algumas dicas para sabe se você está utilizando por muito tempo a internet.
1- Você fica mais tempo na Internet do que com pessoas “reais”?
Se você costuma gastar suas horas com atividades online mais do que com pessoas da sua família, amigos ou de outro tipo de relacionamento, realmente você precisa ficar atento, pois este é um dos primeiros sintomas do problema.
2- Você não consegue manter seu próprio controle na net?
Caso você se conecte na Internet apenas para “dar uma olhada” e acaba ficando bem mais do que o planejado, cuidado! Este pode ser um claro sinal de dependência de Internet.
3- Você acha que “sem a Internet não dá para ficar”?
Se por qualquer razão você não pode estar online durante algumas horas/períodos e percebe-se ansioso ou com tédio ou irritado e, quando volta a conectar-se fica bem de novo. Este é um péssimo sinal!
4- Você se percebe incapaz de diminuir o tempo online, mas, pelo ao contrário, ele só aumenta?
Caso você já tenha feito tentativas frustradas para diminuir o tempo de uso e vem notando que a cada dia que passa, você permanece mais tempo conectado na net para ter a mesma satisfação. Muito cuidado, este é um forte sinal de dependência!
5- Você tem mentido ou disfarçado para os outros sobre o tempo que você fica conectado?
Desde que começou a ficar mais tempo online, se você tem tentado enganar ou mentir para seus familiares ou pessoas mais próximas a respeito da relação que você estabelece com o tempo na Internet. Isto é um gritante aviso!
6- Você sente que sem a Internet a vida não teria graça?
Se não consegue mais sentir o mesmo prazer que antes nas atividades offline ou sente-se melhor na vida virtual do que em qualquer outra situação real. Ou ainda, tem notado que de um tempo para cá, desde que começou a usar com maior freqüência a Internet, vem sentindo-se irritado ou deprimido. Cuidado!
7- Mesmo sem estar na frente do computador, preocupa-se com o que está acontecendo no mundo virtual?
Quando você está envolvido em outras tarefas cotidianas e não pode estar online (nossa, que ansiedade!), chega em casa e corre para ligar seu computador (ou dá um jeito mesmo fora de casa) para ficar “inteirado” dos acontecimentos virtuais. Estas atitudes podem indicar dependência de Internet.
Ressaltamos que após diagnóstico a compulsão os pacientes devem receber acompanhamento psiquiátrico somado a acompanhamento psicoterapêutico podendo este ser individual ou em grupo.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Tristeza não é depressão
Essa talvez seja uma das frases mais ouvidas pelos profissionais que lidam com a saúde mental na contemporaneidade. Entretanto, ao realizarmos o exame do estado mental percebemos uma distorção entre patologia e sentimento.
Depressão é um termo que está na moda. De uma hora para a outra, esta palavra caiu no agrado popular e passou a ser usada para classificar toda e qualquer pessoa que enfrenta um momento de tristeza.
Há, entretanto, grandes diferenças entre tristeza e depressão, pois enquanto a primeira é sinal de saúde, a segunda é sinônimo de doença.
A tristeza é um sentimento momentâneo, considerado saudável e até importante para o desenvolvimento humano. Ajuda na elaboração das perdas, ou sofrimentos ocasionais. As pessoas atingidas pela ocorrência de perdas do emprego ou de entes queridos atravessam uma fase de sofrimento e angústia, que pode se prolongar por um determinado período de tempo (cerca de 2 meses), mas esse quadro vai se atenuando e paulatinamente a vida vai retomando o ritmo normal. Com o avanço dos remédios anti-depressivos, a tristeza tornou-se um sentimento evitável e a cada dia cresce o número de pessoas que procuram tomar medicação para superar os momentos difíceis da vida. O ideal, entretanto, não é fazer a tristeza desaparecer com o uso de remédios. Isto porque, como já fora ressaltado, a tristeza não é uma doença e, sim, uma reação normal frente a uma situação de perda, decepção ou frustração.
Agora, se a tristeza não passa, e começam a surgir sentimentos de apatia, indiferença, desesperança, perda de concentração, ganho excessivo de peso, dores pelo corpo e mostrar-se mais ansioso ou irritado do que o normal, saiba que estes são sintomas claros de depressão. Os sintomas podem aparecer ou desaparecer de maneira sutil e quase imperceptível, mas é importante saber que eles podem voltar e depressão é doença séria e assim deve ser tratada. A depressão é uma doença recorrente e crônica. As causas deste mal não são bem conhecidas e acredita-se que fatores genéticos e ambientais (perdas e eventos estressantes) influenciem o desencadeamento do problema. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde calcula-se que cerca de 20% da população mundial enfrentará esse problema em um dado momento da vida. A doença atinge crianças, adolescentes e adultos, sendo verificada uma incidência duas vezes maior em mulheres na faixa dos 20 aos 40 anos. Assim, o tratamento da depressão requer uma combinação de terapias medicamentosas e psicológicas, e ao suspeitar do problema, recomenda-se que o indivíduo procure imediatamente um psiquiatra ou psicólogo para diagnosticar o quadro.


