domingo, 14 de abril de 2013
Essa tal ansiedade...
A ansiedade é um
grande mal da civilização contemporânea. Ela decorre normalmente da excitação
constante em que vivemos, das situações de stress e de pressão, principalmente
no âmbito profissional.
A vida agitada, a velocidade dos acontecimentos, o excesso de informações, a
aceleração do tempo, tudo isso estimula excessivamente o Sistema Nervoso
Central, que geralmente é incitado diante de situações de perigo. Esta emoção é
da mesma família do
medo, distinguindo-se dele pelas motivações – no caso do medo, as causas são
concretas, evidentes, enquanto no da ansiedade, todos os sintomas são gerados
pela expectativa, por motivos vagos e abstratos, mais subjetivos.
Fruto de uma conexão entre
sintomas orgânicos e psíquicos, a ansiedade é inerente ao sistema biológico
do homem,
precedendo eventos que envolvem tensão, perigo ou apreensão. Seus sintomas são
patentes e inegáveis, mas não necessitam de tratamento, pois são passageiros.
Eles são desencadeados a partir de uma descarga da Noradrenalina, um neurotransmissor produzido
nas glândulas supra-renais, nos lócus cerúleos e no núcleo amigdalóide. A
ansiedade provoca então sinais físicos de que algo está errado, tais como taquicardia, sudorese, tremores, tensão
muscular, aumento das secreções urinárias e fecais, aumento da mobilidade
intestinal, cefaléia, fadiga, insônia, falta de ar, sensação de desmaio,
dores no peito, boca seca, dificuldades de engolir e de relaxar, um nó na
garganta, entre outros.
Um estado agudo da ansiedade pode
provocar um transtorno conhecido como Síndrome do Pânico, que exige tratamento
específico. A ansiedade tem-se tornado companheira assídua na vida de grande
parte das pessoas, dependendo da vida que elas levam, quase sempre de baixa
qualidade. Infelizmente, ela pode causar um rebaixamento da auto-estima, pois o
indivíduo começa a acreditar que é incapaz de realizar determinadas tarefas. A
partir deste momento, ele passa a conviver também com o medo, principalmente o
de errar, o que às vezes provoca uma paralisia nas ações e atitudes,
impedindo-o até mesmo de tentar executar um trabalho.
Acredita-se também que
acontecimentos traumáticos do passado – algo dito por alguém, uma ofensa, uma
calúnia, uma ação negativa que, a partir de um dado momento, repercute na vida
da pessoa atingida – podem estar nos bastidores das histórias que desencadeiam
a ansiedade, representando o papel de fatores invisíveis destes distúrbios
emocionais. Muitas vezes é necessário recorrer a uma terapia, aliada a um bom
tratamento psiquiátrico e a outras terapêuticas complementares, para se
libertar desse mal psíquico, encontrando
assim um meio de superação deste desafio, e uma existência imbuída de melhor
qualidade e de um constante amadurecimento mental.
Toda emoção tem na nossa vida um
papel positivo e um negativo. O aspecto positivo da ansiedade é que ela exerce
também a função de sinal de alerta em nosso organismo, contribuindo para a sua
auto-preservação. Não deve ser considerada um estado normal, mas de certa forma
é uma resistência saudável, que assim indica algo negativo ocorrendo no sistema
emocional do indivíduo. Curioso observar, nesse aspecto, os animais, que também
passam por esta experiência, ao se prepararem para fugir ou para lutar, meios
próprios de se preservarem. O homem ainda tem lembranças impressas, na mente e
no corpo, dos seus tempos de habitante das cavernas, quando vivia em estado de
alerta, lutando pela sobrevivência. Desde esses tempos nem tão remotos, o
Sistema Nervoso Central vivia estimulado para enfrentar os perigos, que não
eram poucos.
Os riscos da sociedade atual,
porém, são interpretados como preponderantes aos fatores biológicos dos antigos
primatas. A ameaça de perder o status, o poder, os amores, os amigos, as
possibilidades de concretizar determinados planos, a proximidade do
desconhecido, do novo, e outros tantos perigos modernos, são fatores
desencadeantes deste desequilíbrio emocional.
A ansiedade só não pode se tornar
patológica, porque a partir deste estágio ela impede o crescimento, o
desenvolvimento e o enfrentamento das dificuldades, restando ao paciente uma
paralisia emocional que dificulta sua vida e bloqueia os mecanismos psíquicos
de adaptação às novas situações e contextos existenciais.
E você? Como lida com sua ansiedade? Deixe sua participação e experiência!
Marcadores:
Psicologia clínica,
Psicopatologia
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Autoestima
Se um dia alguém fizer com que se quebre a visão bonita que você tem de si,
com muita paciência e amor reconstrua-a.
Assim como o artesão recupera a sua peça mais valiosa que caiu no chão,
sem duvidar de que aquela é a tarefa mais importante,
você é a sua criação mais valiosa.
Não olhe para trás.
Não olhe para os lados.
Olhe somente para dentro,
para bem dentro de você
e faça dali o seu lugar de descanso,
conforto e recomposição.
Crie este universo agradável para si.
O mundo agradecerá o seu trabalho.
Brahma Kumaris
Marcadores:
Psicologia clínica,
Psicologia Social
Pensamento da Semana
"Fracassar na grande maioria das vezes faz disparar uma resposta emocional que nem todos nós sabemos lidar da melhor forma. A forma como lidamos com as nossas emoções depois de um fracasso, distingue a sua utilidade, ou ao invés, o seu tormento."
Marcadores:
Pensamentos e Mensagens
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Pergunte ao Psicólogo
Olá!
Meu nome é Felipe, tenho 26
anos e não sei mais o que fazer. Tenho autoestima muito baixa, já fui a dois
psicólogos e não consegui me sentir melhor.
Há mais de cinco anos que venho me
sentindo desta forma; mais feio menos inteligente do que as outras pessoas,
isso em todo lugar que tenha gente.
Até os 16 eu não apresentava nada
disso, com 17 comecei a apresentar um quadro de acne, o que me levou a ficar
mais introspectivo. Com 18 anos ela foi desaparecendo e eu fiquei com algumas
cicatrizes (que são bem tranqüilas) e linha de expressão um pouco mais
acentuada do lado da boca. Também sou bem baixinho.
Enfim, desde então não consigo passar
um dia sequer sem pensar na minha autoimagem, mas posso dizer que escuto mais
elogios (que sou bonito, inteligente, bom aluno, funcionário, etc.) do que
criticas.
Aonde quer que eu vá fico pensando o
que as pessoas estão achando de mim, tenho a impressão de que elas ficam me
reparando, quando converso com alguém tenho que pensar no assunto que estamos
discutindo e ao mesmo tempo tentando imaginar qual será o julgamento que ela
está fazendo de mim.
Com isso não consigo fazer nada
direito, não concentro no trabalho, na faculdade, é muito difícil me
relacionar, arrumar uma namorada, sempre tem alguém melhor do que eu.
Quero saber o que posso fazer,
preciso dar um jeito de deixar isso de lado e viver.
Grato
Primeiramente quero agradecê-lo pelo
confiança e disposição em me escrever e claro, destacar sua perseverança e
coragem. É muito difícil encontrar pessoas tão jovens conscientes da
importância da saúde mental.
Através do seu relato Felipe, me
pergunto se realmente você lida tão bem com o processo desencadeado pela acne.
Ressalto que é muito comum adolescentes apresentarem o quadro mencionado por
você. Vale destacar que o processo inflamatório da derme popularmente conhecido
como espinha pode variar de pessoa para pessoa. Diversos fatores contribuem
para sua emissão ou agravamento como alimentação, produção de hormônios,
determinadas medicações, pouco higiene dentre outros. Portanto, é de extrema
relevância procurar um médico dermatologista para analisar e tratar o caso.
Isso mesmo. Acne tem tratamento.
Outro ponto destacado por você: “lido
bem com isso”, “na verdade ouço mais elogios do que críticas”, “sou bem
baixinho” e por fim “desde então não consigo passar um dia sequer sem pensar na
minha autoimagem”. Felipe consegue perceber quantas ambivalências você
apresentou em seu texto? Ora você se sente bem, confiante. Ora apresenta um
grande sentimento de menos valia.
Diante do apresentado considero
importante destacar alguns pontos. Primeiro devemos compreender o que é
autoestima e como ela é formada.
De uma forma mais simplificada este
sentimento consiste na forma como elaboramos a nossa percepção sobre nós
mesmos, ou seja, como nos vemos; bonitos, feios, atraentes, inteligentes e
extrovertidos. Claro que nossa autoestima está relacionada com nossos
“defeitos” ou características físicas e comportamentais que não gostamos muito.
Para que nossa autoestima seja formada ou elaborada é necessário que analisemos
3 importantes variáveis. São elas;
1. O que eu penso sobre
mim;
2. O que as pessoas
que me cercam pensam sobre mim;
3. E por fim, o que eu
penso que as pessoas acham de mim.
Felipe através destas 3 variáveis é
que vamos compreender a forma como você estrutura sua autoestima.
Fica claro, portanto, que o
sentimento de autoestima está diretamente relacionado ao processo de
aprendizagem, ou seja, ao analisarmos o caso apresentado por você devemos
realizar o que chamamos de analise funcional e descrevermos de forma
sistemática todos os comportamentos que são considerados por você como problema
identificando a frequência com que os mesmos acontecem e quais os estímulos que
o desencadeiam. Através desta análise o psicoterapeuta comportamental poderá
planejar seu plano de ação.
Ilustrando minha explicação; como o
Felipe percebe as pessoas baixinhas? Elas são menos atraentes? Não conseguem
ter sucesso profissional? E suas marcas de expressão o que elas representam
para você? Por que as meninas teriam menos interesse por você? Estes questões,
por exemplo, poderiam ser abordadas em sua terapia.
Portanto, Felipe considero
interessante que você busque o seu terceiro psicológico. Um profissional que
trabalhe com a abordagem Comportamental. Acredito que você terá uma maior
identificação. Aproveito para destacar que o explanado aqui não deve ser
encarado como um diagnóstico e sim como uma orientação.
Mais uma vez Felipe agradeço sua
atenção e conto com seu apoio na divulgação deste espaço virtual.
Marcadores:
Pergunte ao Psicólogo
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Resiliência: aprenda a dar a volta por cima
Ao encarar desventuras, há quem
consiga se reestruturar rapidinho. Isso é resiliência. Saiba como desenvolvê-la
Saber que dificuldades fazem
parte da vida é essencial para desenvolver a resiliência. Cair e levantar. Na teoria o
mecanismo parece fácil. Na prática, as coisas são bem diferentes. Ao passar por
uma situação que traz sofrimento – como o término de um relacionamento, a morte
de um parente querido ou uma demissão – o processo de recuperação nem sempre é simples.
A sensação de desânimo e perda pode durar um bom tempo e é fácil sentir como se
nada mais fizesse sentido.
Porém, há indivíduos que
enfrentam grandes percalços e, mesmo assim, conseguem vencer a dor e se
reestabelecer em pouco tempo. Essa habilidade em superar é chamada pela
Psicologia de resiliência. O termo foi sabiamente emprestado da Física, que
define a resiliência de um objeto como sua capacidade de sofrer pressão ou
impacto e, depois, voltar à forma original.
Inabalável?
É bom ficar claro que resiliência
não tem nada a ver com ausência de sofrimento. De acordo com George Barbosa,
diretor científico da Sociedade Brasileira de Resiliência (Sobrare), nos anos
70 havia esse entendimento e os resilientes eram chamados de invulneráveis. Mas
isso foi logo corrigido. “O evento está lá, é real. Mas a maneira de
interpretá-lo é que faz a diferença”, diz.
Voltando à analogia com a Física,
do mesmo jeito que um objeto sofre desgaste e transformação, seja por causa da
perda ou do ganho de energia, as pessoas ditas resilientes lidam com medos,
dores, angústia e desespero diante de experiências traumáticas. Mas elas
superam o impacto e conseguem dar outro significado ao acontecimento dentro do
seu contexto de vida.
Questão de perspectiva
Deve-se dizer que nos primeiros
dias ou semanas depois de um trauma é extremamente normal retomar a experiência
desagradável por meio de lembranças e até pesadelos. Mas, enquanto as pessoas
consideradas resilientes reúnem forças para se reorganizar emocionalmente e
retomar a vida normal, há uma boa parcela que leva um tempão para conseguir
ficar de pé novamente.
A diferença entre os dois grupos
está basicamente na maneira de interpretar o evento.
Nos resilientes, aos poucos as
recordações são elaboradas e incorporadas à sua autobiografia, transformando-se
em memórias que futuramente podem ser evocadas como fontes de experiência.
Já para os indivíduos vistos como
mais vulneráveis, há uma maior dificuldade em reduzir os estragos causados pelo
trauma. Nesses casos, um dos sintomas é ficar revivendo o acontecimento, o que
resulta em muita angústia.
Há quem chegue a desenvolver
quadros psiquiátricos, como depressão. Para ter uma ideia, das pessoas que são
expostas ou vivem uma situação traumática, cerca de 15 a 20% desenvolvem algum
transtorno psíquico.
Por trás da fortaleza
Mas, afinal, por que há
indivíduos que conseguem enfrentar as adversidades com tanta desenvoltura?
Segundo Barbosa, são pessoas que desde cedo aprenderam a atribuir um
significado adequado às suas crenças (ou seja, sem muito rigor). Dessa forma,
desenvolveram a habilidade de transitar por diversos ambientes e situações.
Trocando em miúdos: são mais flexíveis. É utilizando essa característica que os
resilientes acabam se tornando mais controlados, atentos, confiantes, empáticos,
otimistas e carismáticos.
“Por isso são conhecidos como
pessoas com maior maturidade emocional”, diz o diretor científico da Sobrare.
Por outro lado, quem é muito
rígido em relação àquilo que acredita corre o risco de sofrer mais para
compreender e superar os infortúnios que vez ou outra aparecem pela vida. É
como se só soubessem ir para casa por uma rua e, quando essa é bloqueada, não
recorrem ao jogo de cintura para procurar rotas alternativas ao contrário dos
resilientes.
Virando o jogo
A boa notícia é que todo mundo
pode desenvolver a resiliência e, assim, ficar mais hábil em se levantar após
um tombo. Para isso, é preciso estimular algumas habilidades individuais e
sociais. Inicialmente deve-se ter a percepção e a consciência de que as
dificuldades fazem parte da vida de todo mundo. Isso é essencial para
desconstruir o pensamento de vitimização que paralisa e adoece as pessoas.
Outro passo fundamental para
avançar na trilha que leva à capacidade de superação é identificar e reconhecer
os próprios limites diante de situações causadoras de estresse. Além disso, é
muito importante investir em recursos que possibilitem aprofundar o
conhecimento sobre si próprio. Desta forma. Almeja-se evitar o sentimento de
frustração e a baixa autoestima.
Cultivar relações de amizade
verdadeira é mais um fator determinante para alcançar um maior grau de
resiliência, já que os amigos costumam estar à disposição para ajudar em
qualquer circunstância o que aumenta, de
quebra, a autoconfiança.
Segundo Barbosa, que costuma
trabalhar o desenvolvimento da resiliência, quem tiver disciplina para seguir
os modelos propostos conseguirá, com o tempo, atribuir novos significados aos
traumas e, assim, tornar a vida mais gostosa. “Mesmo que haja dor”, finaliza.
Exercite a superação
A seguir, George Barbosa dá
algumas dicas que considera fundamentais para o desenvolvimento da resiliência.
“Quem for muito sistemático em relação a todas pode ganhar a fama de chato ou
metódico. Portanto, é preciso dosar a maneira com a qual se dedica a cada uma”,
aconselha. Vamos lá:
- Tenha autocontrole diante de situações importantes para você
- Analise o contexto da ocasião em que se encontra
- Tenha autoconfiança em sua capacidade de realizar aquilo que se propõe a fazer
- Desenvolva a capacidade de conquistar e manter as pessoas junto de si
- Trabalhe a habilidade de ser empático
- Seja otimista e alimente a esperança diante de percalços
- Procure “ler” e entender o que se passa com o próprio corpo
- Tenha o exato senso de valorização da vida
Para mais informações acesse: www.sobrare.com.br
Marcadores:
Psicologia clínica,
Psicologia Social
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Depressão: Tratamento psicofarmacológico ou terapia?
Na atualidade os antidepressivos são os medicamentos mais
comumente prescritos, nos Estados Unidos 1 em cada 10 adultos tomam. Em
Portugal a venda de antidepressivos nos últimos dez anos teve um aumento de
110%, segundo o relatório do INFARMED, e no Brasil em cinco anos a venda
de antidepressivos subiu 48%. Segundo especialistas, o aumento nas vendas
desse tipo de medicamento deve-se à prescrição exagerada da “pílula da
felicidade”, tanto por médicos de outras áreas quanto para pacientes sem depressão. As
estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) para os próximos 20 anos não
são das mais animadoras. Segundo levantamento da instituição, a depressão será,
em 2020, a segunda “doença” mais prevalente do mundo.
Para as pessoas que sofrem de depressão clínica grave, estes
novos fármacos têm sido uma dádiva de Deus. Para todos os outros, a imagem não
é tão clara. Curiosamente, a grande maioria das pessoas que tomam
antidepressivos não têm depressão profunda. Em vez disso, essas pessoas podem
sofrer de ansiedade leve, angústia, humor diminuído, stress elevado, reclamando
que “simplesmente não estão felizes”, sentem-se em baixo, têm um senso de culpa
ou descontentamento, ou qualquer uma das centenas de outras formas de mal-estar
a que podemos chamar de período de aflição.
Com a nova classe de antidepressivos chamados
inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), que geralmente são pouco aditivos e têm
um perfil baixo de efeito secundários, muitos médicos de cuidados primários bem
intencionados sentem-se confortáveis a prescrever antidepressivos aos
seus pacientes quando estes “precisam de algo” para diminuir a sua
tristeza e abatimento. E, para mim este ato tão bem intencionado,
tem muito mais de prejudicial do que de benéfico.
Sou apologista que a grande maioria das queixas de mal-estar
psicológico, especialmente as que provocam disfuncionalidade no local de trabalho
e nas relações intimas e sociais, necessitassem de uma abordagem conjunta entre
a prescrição de medicamentos e o acompanhamento com terapia psicológica.
Na depressão grave, numa primeira fase pode ser necessário
que a pessoa com depressão seja medicada com
antidepressivos no sentido de reverter os sintomas físicos desagradáveis e
incapacitantes. No entanto, dado que a depressão é um transtorno de humor que
se relaciona com os acontecimentos da vida e com a forma como a pessoa enfrenta
os seus problemas, será que a toma de antidepressivos pode ser considerado uma
solução para o bem-estar e felicidade geral? Admito que não!
Muitas formas de psicoterapia diferem das abordagens que
incidem exclusivamente nos medicamentos, debruçando-se sobre as causas em
vez dos sintomas. Muitas terapias ensinam as pessoas deprimidas ou ansiosas
novas habilidades, novas estratégias de lidar com as situações indutoras dos
problemas, reestruturação de pensamentos e crenças sobre si, sobre o mundo ao
seu redor, e sobre o seu futuro, que pode levar a novos padrões de
comportamento. Embora não seja uma panaceia, a psicoterapia pode
fornecer estratégias e métodos para mudar o pensamento das pessoas, estratégias
de lidar com as situações do dia-a-dia e técnicas de redução dos sintomas
físicos desagradáveis, produzindo benefícios duradouros.
Se for ensinado às pessoas deprimidas técnicas de relaxamento e
competências de assertividade apropriadas, se melhorarem a sua capacidade de
comunicação, e mostrar-lhes como evitar distroções negativas da realidade, certamente o seu mal-estar irá melhorar, assim como
o abatimento e a desesperança.
Fato: Não há pílula que possa ensinar essas
habilidades.
Mudanças de estilo de vida relativamente simples também
podem fazer uma diferença significativa. Por exemplo, num estudo realizado na
Duke University, um grupo de pacientes receberam um programa de trinta minutos
de exercício físico três vezes
por semana, que se mostrou “tão eficaz quanto o tratamento medicamentoso no
alívio dos sintomas de depressão maior” numa questão de poucos dias.
Marcadores:
Psicologia clínica,
Psicopatologia
Assinar:
Postagens (Atom)





